Quase três em cada dez pacientes diagnosticados com embolia pulmonar precisam de cuidados intensivos, de acordo com levantamento do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (HGIS), na Grande São Paulo. Os dados, consolidados pela própria unidade, revelam um cenário preocupante para uma condição que pode ser fatal se não tratada a tempo.
A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo, geralmente formado nas veias das pernas, se desprende e viaja até os pulmões, bloqueando o fluxo sanguíneo. Essa complicação grave está diretamente ligada à trombose venosa profunda (TVP), que pode se manifestar com dor, inchaço, calor ou vermelhidão em uma das pernas.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a trombose pode causar dor, calor, vermelhidão e rigidez na região afetada, embora também possa não apresentar sintomas. Quando o coágulo se desloca até os pulmões, pode provocar falta de ar súbita e um quadro grave. A recomendação é procurar assistência médica imediatamente diante dos sinais de alerta.
Números revelam alta demanda por UTI
O levantamento do HGIS aponta que 28,6% dos pacientes com embolia pulmonar necessitaram de internação em Unidade de Terapia Intensiva. Esse percentual reflete a gravidade da doença e a necessidade de monitoramento constante em casos mais severos.
Além disso, o tempo médio de permanência hospitalar para pacientes com embolia pulmonar foi de 6,1 dias, superior aos quatro dias registrados para trombose venosa profunda. A diferença indica a complexidade do tratamento e a recuperação mais lenta quando há comprometimento pulmonar.
Esses dados reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado para evitar complicações. A transição para a próxima seção aborda o perfil dos pacientes afetados.
Perfil dos pacientes com trombose
Na trombose venosa profunda, as mulheres representaram 71,5% dos pacientes, enquanto os homens corresponderam a 28,5%. A idade média foi de 58,9 anos e 46,2% dos pacientes tinham 60 anos ou mais.
Esses números mostram que a condição afeta principalmente pessoas acima de 60 anos, mas não exclui outras faixas etárias. O tempo médio de permanência hospitalar para TVP foi de quatro dias, menor do que o observado em casos de embolia pulmonar.
A predominância feminina pode estar relacionada a fatores hormonais e outras condições de saúde, embora a fonte não tenha detalhado as causas. A seguir, veja a evolução das internações por embolia pulmonar.
Internações por embolia crescem em 2026
Outro dado chama a atenção: somente entre janeiro e junho de 2026, o hospital contabilizou 19 internações por embolia pulmonar. O número já corresponde a 76% das 25 internações da doença registradas durante todo o ano de 2025.
Em comparação, foram 18 casos em 2022, 28 em 2023 e 24 em 2024. A tendência de alta em 2026, se mantida, pode superar os anos anteriores e indicar um aumento na incidência ou na detecção da doença.
Especialistas alertam que a conscientização sobre os sintomas e a busca rápida por atendimento são fundamentais para reverter esse cenário. A próxima seção traz a orientação de uma profissional de saúde.
Especialista reforça importância do diagnóstico precoce
“Os números mostram que a trombose não deve ser subestimada. Quanto mais cedo os sinais forem reconhecidos e o paciente for avaliado, maiores são as possibilidades de diagnóstico e tratamento antes da evolução para um quadro mais grave, como a embolia pulmonar”, afirma Ana Carolina Merce, gerente executiva hospitalar do HGIS.
A declaração destaca a necessidade de atenção a sintomas como dor, inchaço e vermelhidão nas pernas, que podem indicar trombose venosa profunda. Se não tratada, a condição pode evoluir para embolia pulmonar, com risco de morte.
Diante de qualquer sinal suspeito, a orientação é procurar um serviço de saúde imediatamente. O diagnóstico precoce pode salvar vidas e reduzir a necessidade de internações em UTI.
