Zema entra com celular na cabine e TRE-MG apura caso
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O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) levou um celular para a cabine de votação neste domingo (4), em Araxá (MG), contrariando as regras da Justiça Eleitoral. O ex-governador de Minas Gerais votou por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira. A atitude chamou atenção de mesários e eleitores presentes no local, uma vez que a utilização de aparelhos eletrônicos dentro da cabine é vedada pela legislação eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que o caso será apurado. Segundo o tribunal, os mesários receberam orientação sobre a proibição de celulares na cabine. A medida busca garantir o sigilo do voto e evitar qualquer tipo de coação ou registro indevido do processo de votação.

Zema nega ter feito registros na cabine

Questionado após votar, Zema afirmou que ninguém o lembrou de deixar o aparelho antes de se dirigir à urna e negou ter feito registros da votação. “Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali”, disse o candidato, segundo a Itatiaia. A declaração foi dada ainda no local de votação, enquanto o político conversava com a imprensa e apoiadores.

A fala de Zema sugere que ele não teria ciência da proibição no momento em que entrou na cabine. No entanto, a Justiça Eleitoral reforça que a orientação é amplamente divulgada e que os mesários são treinados para alertar os eleitores sobre a necessidade de deixar o celular em local indicado antes de votar. A apuração do TRE-MG deverá verificar se houve falha na comunicação ou descumprimento deliberado da norma.

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Regras para uso de celular na votação

O celular pode ser usado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito na identificação. Depois dessa etapa, porém, precisa ficar fora da cabine. A medida busca impedir o registro da escolha do eleitor e combater práticas como a compra de votos. O objetivo é assegurar que o voto seja secreto e livre de qualquer influência externa.

Quem se recusar a entregar o aparelho não será autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deve ser registrada em ata e, se necessário, a polícia poderá ser acionada, conforme orientação do TSE. Essas diretrizes valem para todos os eleitores, independentemente de cargo ou posição política, e visam uniformizar o procedimento em todo o país.

Possíveis consequências da infração

O TRE-MG ainda não detalhou quais sanções podem ser aplicadas caso a infração seja confirmada. Em geral, o descumprimento das regras eleitorais pode resultar em advertência, multa ou até mesmo enquadramento em crime eleitoral, dependendo da gravidade e das circunstâncias. A fonte não detalhou prazos para a conclusão da apuração.

Especialistas ouvidos pela reportagem lembram que a proibição do celular na cabine é uma medida de segurança para proteger a integridade do processo eleitoral. O registro fotográfico ou em vídeo do voto pode ser utilizado para coagir eleitores ou para comprovar o voto em troca de benefícios, prática ilegal conhecida como compra de votos. Por isso, a fiscalização é rigorosa e a orientação do TSE é clara sobre a necessidade de deixar o aparelho fora da cabine.

Repercussão e próximos passos

A atitude de Zema repercutiu nas redes sociais e entre adversários políticos. Alguns eleitores questionaram se o candidato teria recebido tratamento diferenciado por ser uma figura pública. O TRE-MG, no entanto, afirmou que as regras são as mesmas para todos e que o caso será analisado com base nos relatos dos mesários e em eventuais imagens das câmeras de segurança do local.

A apuração deverá incluir a oitiva dos mesários que atuaram na seção eleitoral de Zema e a análise de possíveis registros em vídeo. Caso seja comprovada a infração, o tribunal poderá adotar as medidas cabíveis, que vão desde uma simples advertência até a comunicação ao Ministério Público Eleitoral para avaliação de eventual representação. A fonte não detalhou o prazo para a conclusão do procedimento.

Enquanto isso, o candidato segue em campanha e não se manifestou novamente sobre o assunto após a declaração inicial. A equipe de Zema também não se pronunciou oficialmente sobre a apuração do TRE-MG. A reportagem tentou contato com a assessoria do candidato, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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