Ações de Flávio Bolsonaro: 5 apostas para 2026
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Com o trade eleitoral ganhando força na bolsa de valores, investidores já começam a avaliar quais ações podem se beneficiar de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano. Os bancos Citi e JPMorgan avaliam que empresas financeiras, de construção civil e consumo podem encontrar um ambiente mais favorável para crescer nesse cenário. Com base na recomendação dos bancos, no Money Picks desta semana, os jornalistas do Money Times apontam as melhores ações para investir caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

Setor financeiro: XP e B3 em foco

Para o Citi, no setor financeiro, as ações com potencial são XP Inc. (XP) e B3 (B3SA3). A análise do Citi para a entrada de Flávio aposta que mais disciplina nas contas públicas, inflação menor e redução da dívida poderiam aumentar a confiança dos investidores e ajudar a derrubar os juros.

Deste modo, a XP poderia ser beneficiada por um aumento da procura por produtos de investimento de maior risco, enquanto a B3 ganharia com o crescimento do volume de negociações na Bolsa e com novas operações de captação de recursos por empresas. O Citi mantém recomendação de compra para os dois ativos, com preço-alvo de US$ 23 para a XP e de R$ 23 para a B3. Essas projeções refletem a expectativa de um ciclo de afrouxamento monetário que impulsionaria o apetite por risco no mercado doméstico.

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Construção civil: Cyrela como destaque

Diferente de companhias mais ligadas à habitação popular, como Tenda e Cury, a Cyrela (CYRE3) possui maior exposição aos segmentos de média e alta renda, que costumam ser bastante sensíveis ao comportamento dos juros. Segundo o JPMorgan, uma combinação de ajuste fiscal mais forte, queda dos juros e melhora da confiança poderia levar o mercado a reavaliar o potencial da companhia. Hoje, a construtora negocia próxima ao seu valor patrimonial.

Em um cenário de melhora do ambiente econômico, o banco avalia que esse múltiplo poderia avançar significativamente, refletindo uma percepção mais positiva dos investidores. Apesar disso, o JPMorgan mantém recomendação neutra para o papel, com preço-alvo de R$ 34,50 para o fim de 2027. Já o Citi adota uma visão mais otimista e inclui a Cyrela entre suas principais escolhas em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro.

Consumo: C&A e Assaí no radar

O Citi também destaca a C&A (CEAB3). Isso porque juros menores tendem a aliviar o orçamento das famílias, estimular a demanda por crédito e favorecer o consumo. Além do cenário macroeconômico, o banco vê avanços operacionais na companhia. Em relatórios recentes, os analistas destacaram a expansão da rede de lojas, reformas em unidades existentes e iniciativas para aumentar o engajamento dos clientes.

O Citi tem recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 16. Essas melhorias internas, somadas a um ambiente de juros mais baixos, poderiam impulsionar as vendas e a rentabilidade da varejista.

Assim como a C&A, o Assaí (ASAI3) pode ser favorecido por uma melhora do consumo caso os juros recuem. No entanto, existe um fator adicional: a estrutura de capital da companhia. Com um endividamento relevante, o Assaí tende a sentir diretamente os efeitos de uma eventual redução das taxas de juros, o que poderia aliviar despesas financeiras e contribuir para a melhora dos resultados. Apesar disso, o Citi adota postura mais cautelosa em relação à ação.

A recomendação atual é neutra, com preço-alvo de R$ 9,50. A divergência entre o potencial de benefício macroeconômico e a cautela do banco reflete a complexidade do cenário para o atacarejo.

Perspectivas para o trade eleitoral

As recomendações dos bancos mostram um cenário em que a vitória de Flávio Bolsonaro poderia destravar valor em setores sensíveis a juros e confiança. No entanto, as visões divergentes entre Citi e JPMorgan em relação à Cyrela, por exemplo, indicam que o mercado ainda não tem consenso sobre a magnitude dos efeitos. A fonte não detalhou projeções de lucro ou métricas adicionais para as empresas citadas. Investidores devem considerar que o trade eleitoral envolve riscos e incertezas, e as recomendações refletem apenas um dos possíveis desdobramentos das eleições de 2026.

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