Ações petroleiras em alta: PRIO3 e PETR4 sobem na B3
Crédito: www.moneytimes.com.br
Crédito: <a href="https://www.moneytimes.com.br/prio-prio3-petrobras-petr4-e-outras-petroleiras-tem-forte-alta-na-b3-lils/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">www.moneytimes.com.br</a>

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (28), em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional. O movimento reflete a busca dos investidores por ativos ligados à commodity, que opera em alta expressiva em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Por volta de 13h50 (horário de Brasília), os ganhos se espalhavam entre as principais empresas do setor listadas na B3. A valorização é atribuída diretamente ao desempenho do petróleo no mercado internacional, que atua como um dos principais termômetros de apetite e aversão a risco dos investidores.

PRIO3 lidera ganhos no setor

As ações da Prio lideram os ganhos desde os primeiros minutos de negociação. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), PRIO3 subia 3,91%, a R$ 61,67. O papel se destaca entre os mais negociados do segmento, refletindo o otimismo com a empresa no curto prazo.

Segundo relatório do Itaú BBA divulgado mais cedo, a companhia também tem a preferência dos investidores no setor, atrás apenas de Petrobras. A avaliação do banco reforça a atratividade da Prio em um cenário de petróleo valorizado, embora a fonte não tenha detalhado os critérios específicos da recomendação.

O desempenho da Prio é acompanhado de perto pelo mercado, uma vez que a empresa é considerada uma das principais produtoras independentes de petróleo do país. A alta de quase 4% em um único pregão sinaliza a confiança dos investidores na capacidade da companhia de se beneficiar do atual patamar de preços.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br

Petrobras também avança na B3

Os papéis de Petrobras (PETR3; PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também operam entre os papéis mais negociados na B3. A estatal, que possui grande peso no índice, contribui para sustentar a pontuação do Ibovespa em um dia de forte aversão a risco no exterior.

Embora a fonte não tenha detalhado os percentuais exatos de alta de PETR3 e PETR4 no momento da apuração, a presença dos papéis entre os mais negociados indica forte interesse dos investidores. A Petrobras, maior empresa do setor no Brasil, tende a se beneficiar diretamente da elevação dos preços do barril de petróleo no mercado internacional.

A valorização da estatal ocorre em um contexto de incertezas geopolíticas que elevam o prêmio de risco da commodity. Esse cenário favorece as receitas de exportação da companhia, ainda que a fonte não tenha detalhado projeções de impacto financeiro.

Outras petroleiras em destaque

Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3), negociada fora do IBOV, subia 4,39%, a R$ 10,95, enquanto Brava Energia (BRAV3) tinha ganho de 2,58%, a R$ 17,86. Essas empresas, de menor porte em comparação com Petrobras e Prio, também capturam a atenção dos investidores em busca de exposição ao setor.

O avanço da PetroReconcavo supera o da própria Prio no horário apurado, evidenciando que o movimento de alta não se restringe às gigantes do segmento. A Brava Energia, por sua vez, registra ganho mais modesto, mas ainda assim relevante em um pregão marcado por forte volatilidade.

A dispersão dos ganhos entre diferentes empresas do setor sugere que o rali é impulsionado por fatores macroeconômicos e geopolíticos, mais do que por notícias específicas de cada companhia. A fonte não detalhou se há eventos corporativos individuais influenciando os papéis.

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio

A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional. Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio às incertezas sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

No fim de semana, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta de acordo de Teerã, feita à margem da Organização das Nações Unidas (ONU). A recusa americana elevou as tensões e reduziu as expectativas de uma solução diplomática imediata, o que pressiona os preços da commodity para cima.

Já hoje, a Reuters informou que mediadores devem realizar negociações separadas com os EUA e o Irã até amanhã (29), com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e mediadores do Catar nos EUA. A notícia mantém o mercado em alerta, pois qualquer avanço ou retrocesso nas conversas pode provocar oscilações bruscas nos preços.

No mesmo horário, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês registrava ganho de 0,63%, a US$ 92,99 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, depois de atingir US$ 108,83 na máxima intradia. A amplitude entre a máxima e o preço atual reflete a volatilidade do mercado diante das incertezas geopolíticas.

Impacto no Ibovespa e perspectivas

O desempenho das petroleiras ajuda a amenizar as perdas do Ibovespa em um dia de forte aversão a risco no cenário externo. Como as ações do setor possuem peso relevante no índice, a alta desses papéis contrabalança, ao menos parcialmente, a pressão vendedora sobre outros segmentos.

Investidores monitoram de perto os desdobramentos das negociações entre EUA e Irã, uma vez que o Estreito de Ormuz é uma rota crucial para o escoamento de petróleo. Qualquer interrupção no fluxo poderia elevar ainda mais os preços, beneficiando as petroleiras brasileiras, mas também aumentando a aversão a risco global.

Para os próximos pregões, a tendência é de continuidade da volatilidade, com os preços do petróleo atuando como principal vetor para as ações do setor. A fonte não detalhou projeções de analistas para os papéis, mas o relatório do Itaú BBA indica preferência por Petrobras e Prio entre os investidores.

Em resumo, o pregão desta segunda-feira evidencia a sensibilidade das petroleiras brasileiras às dinâmicas do mercado internacional de petróleo. Enquanto as tensões no Oriente Médio persistirem, esses papéis devem permanecer no radar dos investidores em busca de proteção contra a aversão a risco.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
+ 80 = 81


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários