Ciências da vida digital: 97% investem menos de 1%
Crédito: medicinasa.com.br
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Um novo levantamento global revela que a grande maioria das empresas do setor de ciências da vida ainda investe de forma comedida em tecnologia digital. De acordo com a Pesquisa Global Tech Report 2026, produzida pela KPMG, 97% dos líderes de tecnologia das organizações pesquisadas destinam menos de 1% da receita anual a essa área. O dado faz parte de um recorte específico sobre ciências da vida e aponta para um cenário de cautela, no qual a manutenção dos sistemas existentes compete com a atualização de capacidades tecnológicas.

Investimentos comedidos e foco em estabilidade

O estudo mostra que as empresas estão priorizando estabilidade e confiança em vez de uma expansão rápida por meio de investimentos, adoção de tecnologia e geração de valor. A análise é do sócio-diretor líder do setor de saúde e ciências da vida da KPMG no Brasil, Marcos Laredo. Segundo ele, os dados evidenciam que os investimentos permanecem comedidos, com organizações equilibrando a manutenção do legado e a modernização.

Essa postura conservadora contrasta com o potencial transformador das novas ferramentas digitais. No entanto, a pesquisa indica que a cautela pode estar associada à necessidade de garantir a confiabilidade dos sistemas antes de escalar iniciativas. A fonte não detalhou os motivos específicos para essa abordagem, mas o contexto sugere um foco em mitigação de riscos.

Adoção de IA avança, mas valor é limitado

Apesar dos investimentos contidos, a inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas. A publicação informa que 87% já integraram agentes de IA aos fluxos de trabalho, produtos e serviços. Além disso, 75% confiam nos resultados produzidos por ela para apoiar decisões estratégicas e operacionais. Esses números indicam uma aceitação crescente da tecnologia no setor.

Contudo, a geração de valor ainda não acompanha a adoção. O material mostra que quase metade (48%) das instituições está alcançando uma geração significativa de valor a partir de seus investimentos em tecnologia. Por outro lado, 93% informam que as iniciativas digitais geram menos de 1% da receita anual, evidenciando uma lacuna entre escala e captura de valor. Essa divergência sugere que, embora a IA esteja presente, seu impacto financeiro ainda é pequeno.

Lacuna entre adoção e retorno financeiro

Os dados revelam um descompasso importante: enquanto a adoção de IA é alta, o retorno em receita é baixo. Apenas 48% das empresas relatam geração significativa de valor, e a grande maioria das iniciativas digitais contribui com menos de 1% da receita anual. Isso pode indicar que os projetos estão em fase inicial ou que os benefícios ainda não foram plenamente realizados.

Marcos Laredo destaca que as organizações estão priorizando estabilidade e confiança, o que pode explicar a lentidão na captura de valor. A pesquisa não detalha as razões para essa lacuna, mas o cenário sugere que as empresas estão testando tecnologias antes de escalar. A transição para um modelo mais agressivo de investimento pode depender da comprovação de resultados consistentes.

Perspectivas para o setor de ciências da vida

O levantamento da KPMG oferece um retrato do momento atual do setor de ciências da vida em relação à transformação digital. Com 97% das empresas investindo menos de 1% da receita anual em tecnologia digital, o caminho para a maturidade digital ainda parece longo. No entanto, a alta adoção de IA (87%) e a confiança nos resultados (75%) indicam uma base sólida para avanços futuros.

A lacuna entre investimento e geração de valor pode ser um ponto de atenção para os líderes do setor. À medida que as organizações buscam equilibrar estabilidade e inovação, a capacidade de transformar tecnologia em receita será crucial. A fonte não detalhou projeções futuras, mas os dados atuais sugerem que o setor está em um estágio de experimentação e consolidação.

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