Vendas da Xiaomi no Brasil caem 34% no primeiro semestre de 2026
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Mercado encolhe, mas Xiaomi sofre mais

O mercado brasileiro de celulares encolheu no primeiro semestre de 2026, mas algumas fabricantes sentiram esse movimento com muito mais força. Enquanto Samsung e Apple avançaram no período, a Xiaomi registrou queda de 34% nos envios de smartphones em comparação com os seis primeiros meses de 2025. Os dados são da Counterpoint Research, que monitora o setor. A retração geral do mercado não atingiu todas as marcas da mesma forma, evidenciando uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro. A fonte não detalhou o tamanho exato do encolhimento do mercado total.

Esse cenário adverso não impediu que algumas empresas crescessem. A Samsung ampliou seus envios de smartphones em 10%, enquanto a Apple aparece entre os destaques com crescimento de 19%. A Motorola, segunda colocada no país, teve avanço mais discreto, de 1%. A diferença de desempenho sugere que a preferência por marcas consolidadas e aparelhos de maior valor pode estar influenciando as vendas. A transição para um mercado mais concentrado fica evidente nos números de participação.

Participação de mercado muda de mãos

A diferença também aparece na participação de cada fabricante. A Samsung passou de 38% para 42% do mercado entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, enquanto a Motorola avançou de 30% para 31%. Juntas, as duas líderes agora detêm quase três quartos do mercado brasileiro de smartphones. Esse domínio crescente deixa pouco espaço para as concorrentes, especialmente as marcas chinesas que vinham ganhando terreno nos últimos anos.

Já a Xiaomi caiu de 11% para 7%, embora tenha conseguido permanecer na terceira posição. A Apple fez o caminho contrário e aumentou sua fatia de 6% para 7%, ficando praticamente empatada com a fabricante chinesa. A disputa pela terceira colocação, portanto, tornou-se acirrada, com a Apple ameaçando a posição da Xiaomi. A fonte não detalhou se a queda da Xiaomi se concentrou em segmentos específicos, como entrada ou intermediário.

Aparelhos populares refletem concentração

O domínio das duas primeiras colocadas também aparece entre os aparelhos mais populares. Os cinco celulares mais vendidos concentraram 29% do mercado, com o Galaxy A07 4G sozinho respondendo por 8,3% das vendas no período. Esse dado mostra que poucos modelos conseguem atrair uma fatia significativa dos consumidores. A presença de um único aparelho com mais de 8% de participação é notável em um mercado tão fragmentado. A fonte não informou quais eram os outros quatro modelos entre os mais vendidos.

Essa concentração nos modelos de entrada e intermediários da Samsung reforça a liderança da marca. A Motorola, apesar de manter a segunda posição, não teve nenhum modelo citado entre os cinco mais vendidos na claim. A Apple, por sua vez, costuma ter presença forte no segmento premium, mas a fonte não detalhou a lista completa. O sucesso do Galaxy A07 4G pode estar ligado ao preço acessível e à ampla distribuição no varejo brasileiro.

Consumidor busca especificações melhores

Na avaliação de Tina Lu, analista principal da Counterpoint Research, parte dessa mudança ocorre porque os consumidores passaram a demonstrar maior disposição para investir em aparelhos com especificações melhores. Essa tendência favorece marcas que oferecem um portfólio equilibrado entre custo e benefício, como Samsung e Apple. A Xiaomi, conhecida por aparelhos de bom custo-benefício, pode estar perdendo espaço justamente por não conseguir se diferenciar nesse novo cenário. A analista não detalhou quais especificações específicas os consumidores estão priorizando.

O crescimento da Apple, mesmo com aparelhos de preço elevado, indica que uma parcela dos brasileiros está disposta a pagar mais por desempenho e status. A Samsung, com sua linha Galaxy, consegue atender desde o segmento de entrada até o premium, o que pode explicar seu avanço. A Motorola, com crescimento de apenas 1%, parece estar mantendo sua base, mas sem ganhar terreno significativo. A fonte não forneceu dados sobre o desempenho de outras marcas, como Realme ou Oppo.

Perspectivas para o segundo semestre

Com o mercado em retração, a disputa por participação tende a se intensificar. A Xiaomi precisará reagir para não perder a terceira posição para a Apple, que está tecnicamente empatada. A Samsung, por sua vez, pode continuar ampliando sua liderança se mantiver o ritmo de lançamentos e a presença no varejo. A Motorola, apesar de estável, pode buscar novas estratégias para crescer em um mercado desafiador. A fonte não detalhou projeções para o restante do ano.

Os dados do primeiro semestre de 2026 mostram um mercado em transformação, com consumidores mais seletivos e marcas consolidadas ganhando força. A queda da Xiaomi é um sinal de alerta para as fabricantes chinesas que buscam espaço no Brasil. A Apple, com crescimento de 19%, demonstra que há demanda por aparelhos premium mesmo em um cenário econômico incerto. A Counterpoint Research não divulgou números absolutos de envios, apenas variações percentuais e participação.

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