Após 17 anos sem uma campanha solo, Wolverine retorna aos videogames com Marvel’s Wolverine, exclusivo para PS5. O jogo, desenvolvido pela Insomniac Games, traz uma história original, mas divide opiniões ao replicar fórmulas já conhecidas do gênero de super-heróis. Entre acertos visuais e tropeços de design, listamos oito pontos que marcam a experiência.
Contexto: longa espera por um solo
Para se ter em mente, o último game solo de um dos X-Men mais populares foi lançado em 2009. Na prática, se passaram 17 anos sem uma campanha única de Wolverine nos videogames. Claro que ele fez uma ponta aqui e ali, como em Marvel Ultimate Alliance 3 (além de ter sido esnobado em Marvel vs. Capcom Infinite), mas o personagem merecia uma renovação neste mercado.
Essa lacuna aumenta a expectativa para o novo título, que chega em um momento oportuno para os mutantes. A seguir, os principais erros e acertos observados na obra.
Erro: clichês e fórmulas repetidas
Logan vê a sua aventura replicar vários clichês e padrões da indústria de jogos, como as sequências de perseguições, o combate Batman Arkham-like e outros que são vistos em todos os jogos de super-heróis. Marvel’s Wolverine até traz uma história original, mas repleta de elementos que vão te provocar cansaço — pelo excesso de vezes que viu a mesma fórmula ser usada antes, principalmente se é fã deste gênero.
A sensação de déjà vu pode afastar jogadores que buscam inovação, mesmo com o carisma do personagem.
Acerto: combate intenso e desafiador
Tudo bem que chegar do ponto A ao ponto B não é tão difícil, mas as hordas de inimigos trazem inúmeras combinações perigosas para o mutante. Caso você queira o prêmio máximo de cada, atingir pontuações acima de 20 mil ou 40 mil é intenso e extrai o máximo do que Wolverine pode oferecer.
O sistema de combate, embora familiar, recompensa a agressividade e o domínio das habilidades do herói.
Erro: linearidade excessiva
Está tudo bem não ser um jogo em mundo aberto ou optar por não trazer áreas tão amplas, mas a linearidade do novo título de PS5 vai incomodar até quem veio diretamente da geração PS2. Além do excesso de caminhos retos, não há quaisquer opções para o carcaju tomar em seu caminho. Você só segue adiante, esmaga botões, mata tudo o que se move e chega no fim da história sem grandes emoções.
A falta de escolhas ou desvios reduz a sensação de exploração e liberdade, algo esperado em jogos modernos.
Acerto: primor gráfico inegável
Uma coisa é inegável: Marvel’s Wolverine tem um primor gráfico difícil de se criticar. Eles acertam nos trajes, cenários e nos efeitos visuais que podem ser vistos durante as batalhas. O Wolverine estoura membros dos inimigos, faz chover sangue, corta tudo o que está na sua frente e não poupa nem aliados que se colocam em seu caminho.
O espetáculo visual é um dos pontos altos, mostrando a capacidade do PS5 nas mãos da Insomniac.
Erro: romance forçado e tom dissonante
Contudo, quando aparece Jean Grey, você vê outra faceta do super-herói. Ninguém está aqui para julgar um olhar apaixonado e um coração que bate para fora do peito, mas ver o super-herói fazer expressão de “cão sem dono, na chuva” e de que é o “coitado” da história (depois de matar centenas de adversários) é difícil de engolir.
A mudança brusca de tom entre a brutalidade e a vulnerabilidade pode soar artificial para muitos jogadores.
Acerto: oportunidade para os mutantes
Mesmo sem os X-Men na obra Marvel’s Wolverine, a história é o momento mais oportuno possível para trazer os mutantes à tona aos videogames, em um projeto digno de games AAA. O jogo pode abrir portas para outros títulos do universo mutante, aproveitando a popularidade do personagem.
Essa é uma chance de renovar o interesse pelos heróis da Marvel nos consoles.
Erro: sentidos aguçados mal traduzidos
Wolverine tem sentidos aguçados, o que permite que ele sinta o cheiro, ouça e sinta coisas a uma distância considerável. Traduzir isso para um game é de vital importância, mas algo se perdeu no meio do caminho da Insomniac Games. Vemos traços enormes na tela, caixas de itens que pulsam iluminação e você enxerga de longe, aliados que também deixam rastros e outros estímulos visuais que mais incomodam do que ajudam o jogador.
A poluição visual compromete a imersão e dificulta a leitura do ambiente.
Erro: elementos visuais polêmicos
Em nosso review de Marvel’s Wolverine, ressaltamos que “as garras não estão muito afiadas” e faltou o zelo que exaltou o Amigão da Vizinhança e Ratchet e Clank. Entre os acertos e erros da obra, verá: Erro: elementos visuais criaram polêmica.
Essa crítica reforça que, apesar dos gráficos, a direção de arte e a interface podem não agradar a todos.
Fonte
- canaltech.com.br
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