Os contratos futuros de milho e soja dos Estados Unidos registraram queda nesta sexta-feira na bolsa de Chicago. O movimento foi atribuído à realização de lucros por parte dos operadores, após os preços atingirem máximas de vários anos nas sessões anteriores. Além disso, o recuo dos preços do petróleo e o avanço da colheita no Meio-Oeste, apesar de chuvas esporádicas, contribuíram para a pressão sobre as cotações, segundo analistas.
Realização de lucros pressiona cotações
Após um período de forte valorização, os investidores aproveitaram o patamar elevado dos preços para embolsar ganhos. Esse movimento de realização de lucros é comum em mercados que atingem máximas significativas, pois os participantes buscam garantir retornos antes de possíveis reversões. A queda do petróleo também influenciou, uma vez que o milho é utilizado na produção de etanol, e a soja tem relação com o biodiesel. Com o recuo da commodity energética, a demanda por esses grãos para biocombustíveis pode ser afetada, reduzindo o apelo comprador.
Enquanto isso, a colheita avançava no Meio-Oeste americano, mesmo com chuvas esporádicas em algumas áreas. O progresso dos trabalhos de campo tende a aumentar a oferta disponível no curto prazo, o que também colabora para a pressão sobre os preços. A combinação desses fatores levou a um dia de correção nos mercados de grãos.
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Soja recua 1,2% em Chicago
O contrato de soja na bolsa de Chicago fechou em queda de 16,25 centavos, ou 1,2%, a US$13,035 por bushel. A oleaginosa havia registrado recentemente preços elevados, impulsionados por preocupações com a oferta global e pela demanda chinesa. No entanto, a realização de lucros interrompeu a trajetória de alta, levando os preços para baixo no fechamento da semana.
A atenção dos investidores agora se volta para a reunião da próxima semana entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping. As compras chinesas de soja e outros produtos agrícolas dos EUA estarão entre os temas comerciais em destaque, o que pode influenciar as cotações futuras. Qualquer sinal de avanço ou retrocesso nas negociações comerciais tende a impactar diretamente o mercado de grãos.
Milho atinge mínima de uma semana
O contrato de milho encerrou em queda de 3 centavos, ou 0,6%, a US$5,275 por bushel, após atingir a mínima de uma semana em US$5,255. O cereal também sofreu com a realização de lucros, após ter alcançado valores máximos em anos recentes. A queda do petróleo pesou sobre o milho, dada a sua utilização na produção de etanol nos Estados Unidos.
Além disso, o avanço da colheita no Meio-Oeste contribuiu para o aumento da oferta, mesmo com chuvas esporádicas atrasando pontualmente os trabalhos. Os operadores monitoram de perto o ritmo da colheita, que pode definir a disponibilidade de milho no mercado interno e para exportação.
Trigo cai com vendas técnicas e esperanças no Mar Negro
O trigo recuou devido a vendas técnicas e às esperanças persistentes de uma distensão na zona de exportação do Mar Negro. O contrato de trigo fechou em queda de 12,75 centavos, ou 1,8%, a US$7,1425 por bushel. As vendas técnicas ocorrem quando os preços atingem níveis considerados altos, levando os operadores a vender para realizar lucros ou ajustar posições.
As esperanças de uma distensão na região do Mar Negro, importante corredor de exportação de grãos, também influenciaram o mercado. Qualquer melhora nas condições de escoamento da produção da Rússia e da Ucrânia pode aumentar a oferta global de trigo, pressionando os preços para baixo. A fonte não detalhou os eventos específicos que sustentam essas esperanças, mas o sentimento foi suficiente para derrubar as cotações.
Expectativas para a reunião Trump-Xi
Os olhos do mercado estão voltados para o encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na próxima semana. As negociações comerciais entre Estados Unidos e China têm sido um fator determinante para os preços da soja, uma vez que a China é o maior importador global da oleaginosa. Qualquer indicação de que o país asiático aumentará suas compras de produtos agrícolas americanos pode dar suporte aos preços.
Por outro lado, um impasse nas conversas pode gerar incertezas e pressionar as cotações. Os investidores aguardam sinais concretos sobre o futuro das relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. A fonte não detalhou a agenda completa da reunião, mas as compras de soja e outros produtos agrícolas estão entre os temas em destaque.
Fonte
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