Ataque a oleoduto saudita partiu do Iraque, confirma governo
Crédito: www.moneytimes.com.br
Crédito: <a href="https://www.moneytimes.com.br/governo-do-iraque-confirma-que-ataques-a-oleoduto-saudita-partiram-de-seu-territorio/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">www.moneytimes.com.br</a>

O governo do Iraque confirmou neste sábado, 12, que os ataques a um importante oleoduto saudita foram lançados a partir de seu território. O primeiro-ministro Ali al-Zaidi ordenou uma investigação sobre o comando das operações na província de Maysan e demitiu seu comandante depois que as autoridades determinaram que os ataques visando a Arábia Saudita partiram de um local naquela província. A confirmação ocorre um dia após a Arábia Saudita fechar o oleoduto transnacional como “medida de precaução”.

Investigação e demissão em Maysan

A decisão de afastar o comandante das operações em Maysan foi tomada após a constatação de que os drones foram lançados de dentro da província. O governo iraquiano não detalhou o nome do militar demitido nem o número de pessoas envolvidas na investigação. A medida sinaliza uma tentativa de responsabilização diante da gravidade do incidente.

Autoridades regionais disseram à Associated Press que os Houthis ajudaram as milícias iraquianas a planejar e executar os ataques. Essa informação, porém, não foi confirmada oficialmente pelo governo iraquiano. A fonte não detalhou como teria ocorrido essa cooperação nem quais milícias estariam envolvidas.

A investigação em Maysan pode se estender a outras províncias, mas o governo não anunciou novas medidas. O fechamento de duas passagens de fronteira com o Irã, ocorrido hoje, é visto como uma ação possivelmente ligada à apuração do ataque.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br

Fechamento de fronteiras com o Irã

O Iraque fechou duas passagens de fronteira-chave com o Irã, informou a agência de notícias estatal iraquiana. A notícia disse que funcionários iraquianos estavam na fronteira investigando “violações e infrações” anteriores nas passagens. O vice-governador da província de Khuzistão, no sudoeste do Irã, Valiollah Hayati, disse que Shalamcheh e Chazabeh foram as duas passagens fechadas.

Essas duas passagens estão entre as principais rotas oficiais entre o Irã e o Iraque. A mídia estatal iraniana afirmou que a medida interromperia todo o tráfego de passageiros e comercial através das duas passagens até novo aviso. O governo iraquiano não especificou a duração do fechamento nem os critérios para reabertura.

O fechamento ocorre em um contexto de tensão regional, com acusações mútuas sobre ataques a instalações petrolíferas. A Arábia Saudita e os Estados Unidos bombardearam milícias apoiadas pelo Irã no Iraque em julho, após culpá-las por ataques de drones a instalações petrolíferas sauditas que haviam sido reivindicados pelos Houthis.

Reação da Arábia Saudita

A Arábia Saudita fechou o importante oleoduto transnacional nesta sexta, 11, dizendo que foi uma “medida de precaução”. O Ministério das Relações Exteriores saudita culpou os ataques a vários drones que vieram do Iraque e, em um comunicado, disse que o reino não retaliaria para dar ao governo iraquiano “uma oportunidade de tomar as medidas necessárias”.

O oleoduto Leste-Oeste tem sido vital para as exportações contínuas de petróleo da Arábia Saudita nos meses desde que a guerra do Irã interrompeu o transporte no Estreito de Ormuz. A interrupção temporária do oleoduto pode afetar o fluxo de petróleo para os mercados internacionais, mas a Arábia Saudita não informou quando pretende reabri-lo.

A postura de não retaliação foi interpretada como um gesto de confiança no governo iraquiano para conter as milícias em seu território. Analistas consultados pela Associated Press não comentaram oficialmente sobre o impacto econômico do fechamento.

Envolvimento dos Houthis e declarações de Trump

Autoridades regionais disseram à Associated Press que os Houthis ajudaram as milícias iraquianas a planejar e executar os ataques. Essa alegação reforça a complexidade do cenário, com atores não estatais atuando além de suas fronteiras. O governo do Iêmen, controlado parcialmente pelos Houthis, não se pronunciou sobre o caso.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também disse que sua administração teve “discussões” com os Houthis, embora não tenha fornecido detalhes sobre quando essas conversas ocorreram. “Os houthis nos ligaram, e eles não querem lutar conosco”, afirmou Trump. “Eles prefeririam muito mais não nos ter envolvidos, e estão deixando a maioria dos navios passar”, acrescentou.

As declarações de Trump não foram confirmadas por fontes oficiais do governo atual dos EUA. A fonte não detalhou o conteúdo das conversas nem se houve algum acordo formal. O envolvimento dos Houthis nos ataques ao oleoduto saudita ainda não foi oficialmente reconhecido pelo grupo.

Contexto regional e próximos passos

O ataque ao oleoduto saudita ocorre em um momento de fragilidade nas relações entre Iraque, Irã e Arábia Saudita. O Iraque tem tentado equilibrar sua posição entre os dois vizinhos, enquanto enfrenta pressões internas de milícias apoiadas pelo Irã. O fechamento das fronteiras com o Irã pode ser um sinal de endurecimento por parte de Bagdá.

O governo iraquiano não anunciou novas medidas de segurança nas áreas de fronteira, mas a investigação em Maysan deve continuar nos próximos dias. A comunidade internacional acompanha o caso com atenção, especialmente pelo impacto potencial no mercado de petróleo. A Arábia Saudita não retaliou, mas manteve o oleoduto fechado como precaução.

A fonte não detalhou se haverá cooperação entre Iraque e Arábia Saudita na investigação. O desfecho do caso pode influenciar a estabilidade regional e a confiança nos mecanismos de segurança iraquianos.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
3 + 4 =


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários