Juros futuros caem com dólar após declarações de Powell
Crédito: www.moneytimes.com.br
Crédito: <a href="https://www.moneytimes.com.br/juros-futuros-acompanham-recuo-do-dolar-apos-falas-de-powell-lils/" rel="nofollow noopener noreferrer" target="_blank">www.moneytimes.com.br</a>

Movimento de baixa nos juros futuros

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam com leves baixas nesta terça-feira (14). O movimento acompanhou a desvalorização do dólar frente ao real.

O cenário externo influenciou diretamente o comportamento dos investidores no mercado de juros brasileiro. As declarações de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, contribuíram para esse ambiente de menor pressão.

Detalhes dos contratos DI

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,385%. Isso representou baixa de 3 pontos-base ante o ajuste anterior de 13,415%.

Durante a manhã, às 9h49, esse mesmo contrato atingiu máxima de 13,470%. Essa volatilidade intraday reflete a sensibilidade do mercado às notícias econômicas.

Vencimentos de longo prazo

A taxa do DI para janeiro de 2029 marcava 13,35%, mantendo patamar similar aos vencimentos mais curtos.

Contratos de prazo mais longo também apresentaram movimento de baixa. O DI para janeiro de 2035 registrou 13,775%, queda de 4 pontos-base ante 13,818%.

Contexto internacional e influências

O cenário externo contribuiu significativamente para o comportamento dos juros futuros no Brasil. Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dez anos caía 3 pontos-base, a 4,021% às 16h35.

Esse movimento nos títulos americanos geralmente impacta os fluxos de capital para mercados emergentes como o brasileiro.

Declarações do Federal Reserve

As falas do presidente do Fed sinalizaram cautela na condução da política monetária norte-americana. Isso reduziu as expectativas de altas adicionais nos juros globais.

Consequentemente, o dólar perdeu força frente às moedas de países em desenvolvimento, incluindo o real. Esse ambiente permitiu alívio nas taxas de juros futuras brasileiras.

Expectativas para a política monetária brasileira

Perto do fechamento da sessão, a curva brasileira precificava em 98% a probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15% ao ano. Esse alto percentual reflete a confiança do mercado na estabilidade da política do Banco Central.

A persistência desse cenário depende da evolução dos indicadores econômicos nacionais e internacionais.

Impactos fiscais

Questões fiscais continuam no radar dos investidores. Cálculos do Ministério da Fazenda apontam impacto fiscal de R$ 14,8 bilhões em 2025 para a Medida Provisória.

Para 2026, o mesmo estudo projeta impacto de R$ 36,2 bilhões. Esses números influenciam as expectativas sobre a trajetória da dívida pública e dos juros futuros.

Análise do comportamento do mercado

O movimento de baixa nas taxas dos DIs ocorreu após período de volatilidade durante a sessão. A máxima registrada no contrato de janeiro de 2028 às 9h49 mostra cautela inicial do mercado.

Ao longo do dia, as condições externas favoráveis permitiram a reversão desse movimento.

Curva de juros

A diferença entre as taxas dos diversos vencimentos merece atenção. Enquanto o contrato para 2028 fechou em 13,385%, o de 2035 registrou 13,775%.

Isso indica que o mercado ainda projeta pressão inflacionária no longo prazo. Essa inclinação da curva reflete preocupações com fatores estruturais da economia brasileira.

Convergência de vencimentos

A convergência entre os vencimentos de 2028 e 2029 sugere expectativas de estabilidade no médio prazo. Essa configuração normalmente indica que os investidores anteveem manutenção da política monetária atual.

O próximo capítulo dessa história dependerá dos dados econômicos que surgirem nas próximas semanas.

Fonte

By

0 0 votos
Classificação
guest

Resolva a soma:
9 + 1 =


0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários