Trigo cai em Chicago com negociações sobre Ucrânia
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O contrato de trigo mais negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou em queda de 20,25 centavos, a US$7,34 por bushel, nesta sexta-feira. A pressão veio de comentários do presidente russo, Vladimir Putin, na véspera, indicando que um acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia ainda era possível. As declarações provocaram realizações de lucros após a alta de US$7,95 registrada na quarta-feira.

O movimento refletiu a sensibilidade do mercado de trigo às negociações no Leste Europeu, uma vez que a região do Mar Negro é crucial para as exportações globais do cereal. A possibilidade de um cessar-fogo poderia normalizar os fluxos de embarque, aliviando as preocupações com a oferta. No entanto, a incerteza permanece, e os preços continuam voláteis.

Declarações de Putin pesam sobre cotações

Na quinta-feira, o índice de referência recuou após os comentários de Putin sobre a viabilidade de um acordo de paz. A fala do líder russo desencadeou uma onda de vendas, com investidores embolsando ganhos recentes. “Qualquer menção a negociações de paz vai pressionar o mercado”, disse Ed Duggan, corretor da Top Third Ag Marketing. “O trigo está (na região do Mar Negro), mas simplesmente não consegue sair — esse é o problema.”

A declaração de Duggan resume o dilema do mercado: embora a guerra tenha elevado os prêmios de risco, a infraestrutura de exportação na região continua operando, ainda que de forma limitada. Assim, qualquer sinal de distensão tende a reduzir o suporte aos preços. A fonte não detalhou se houve impacto imediato nos embarques.

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Kremlin mantém incerteza sobre negociações

O Kremlin afirmou nesta sexta-feira que a possibilidade de um acordo de paz na Ucrânia ainda existia, mas se recusou a confirmar relatos de que enviados dos Estados Unidos deveriam visitar a Rússia e a Ucrânia no fim de semana para negociações de paz. A falta de confirmação oficial manteve os mercados em compasso de espera.

Essa ambiguidade contribuiu para a volatilidade observada na sessão. Enquanto alguns operadores veem espaço para um recuo adicional nos preços caso as negociações avancem, outros adotam postura cautelosa diante do histórico de idas e vindas no conflito. A fonte não detalhou o cronograma das possíveis conversas.

Soja e milho oscilam antes do USDA

O milho e a soja oscilaram para cima e para baixo nas posições dos investidores antes do fim de semana prolongado e do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) da próxima semana. A soja na CBOT fechou com queda de 6,5 centavos, a US$13,0974 o bushel, enquanto o milho na CBOT fechou com queda de 4 centavos, a US$5,3675 por bushel.

O movimento reflete a cautela típica antes de feriados e de relatórios oficiais, quando os participantes ajustam suas carteiras para reduzir exposição ao risco. A fonte não detalhou qual feriado prolongado estava previsto, mas a expectativa pelo relatório do USDA adicionou um componente de espera.

Fundamentos sustentam soja e milho

A soja tem sido sustentada pelas compras chinesas de soja dos EUA e pelas preocupações com o clima quente e seco nas principais áreas de cultivo dos EUA. As expectativas de baixos rendimentos no Cinturão do Milho dos EUA têm mantido um piso para os futuros de milho. Esses fatores ajudaram a limitar as perdas na sessão, mesmo com a pressão geral do complexo de grãos.

O USDA informou na quinta-feira que os exportadores venderam 192.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para o ano-mercado de 2026/27. A notícia reforçou a percepção de demanda firme por parte do maior importador global, oferecendo suporte adicional aos preços da oleaginosa. A fonte não detalhou o impacto dessa venda específica no balanço de oferta e demanda.

Perspectivas para o mercado de grãos

Os próximos dias devem ser marcados pela atenção ao relatório do USDA e a qualquer desdobramento das negociações de paz. Para o trigo, a chave estará na evolução das conversas e na reação dos exportadores do Mar Negro. Para soja e milho, o foco recairá sobre o clima nas regiões produtoras dos EUA e o ritmo das compras chinesas.

Enquanto isso, os preços podem permanecer voláteis, refletindo a interação entre fundamentos e geopolítica. A fonte não detalhou projeções de preços para as próximas semanas, mas a combinação de incertezas sugere que os participantes do mercado devem permanecer atentos a cada novo sinal.

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