Robert Gilman, ex-fuzileiro naval norte-americano, foi libertado de uma prisão na Rússia e está a caminho dos Estados Unidos. A previsão é que ele aterrisse na Base Aérea de Andrews na noite de terça-feira. A libertação foi aprovada pelo presidente russo, Vladimir Putin, por motivos humanitários, de acordo com o presidente norte-americano, Donald Trump. Gilman estava detido desde 2022, mas a data exata da soltura não foi informada.
Libertação humanitária
Trump afirmou que Moscou não exigiu qualquer troca de prisioneiros para a libertação de Gilman. O presidente dos Estados Unidos divulgou a informação em publicação no Truth Social. Na mesma publicação, Trump escreveu que Gilman pediu um grande cheeseburger ao aterrissar e que ele trataria disso. O presidente não deu mais detalhes sobre as negociações. Não se sabe se houve contato direto entre os líderes dos dois países.
Gilman está a caminho do território americano, com pouso previsto na Base Aérea de Andrews. Autoridades norte-americanas confirmaram o retorno, mas não informaram o horário exato da chegada. O itinerário do voo também não foi detalhado. A fonte não esclareceu as condições da viagem. Também não foram divulgados detalhes sobre a logística do transporte.
Saúde debilitada
De acordo com várias fontes, Gilman está em mau estado de saúde. Durante a detenção, ele teria sido mantido numa ala psiquiátrica de um hospital. O senador Ed Markey afirmou que o ex-fuzileiro foi diagnosticado com ‘estupor dissociativo’ há cerca de 50 dias. Markey relatou ainda que Gilman estava essencialmente catatônico e sofreu um caso grave de pneumonia. Esses diagnósticos foram revelados pelo senador, que não forneceu relatórios médicos.
As informações sobre o quadro clínico foram trazidas pelo senador Markey. Não foram divulgados detalhes sobre o tratamento médico. A fonte não informou se Gilman continua necessitando de cuidados especiais. O estado de saúde atual do ex-fuzileiro não foi detalhado. Não há esclarecimentos sobre se a saúde foi um fator preponderante para a libertação.
Detenção e condenação
Gilman foi detido na Rússia em 2022. A acusação foi de agressão a um agente da polícia após um incidente em um trem em Voronezh. Em um primeiro momento, ele foi condenado a quatro anos e meio de prisão. A pena foi aumentada para dez anos, alegadamente por agressão a funcionários prisionais. As circunstâncias do caso não foram detalhadas. A fonte também não explicou os motivos do aumento da pena.
Até o momento, não foram divulgados os nomes dos advogados de Gilman. Também não há informações sobre a possibilidade de um recurso contra a sentença. A fonte sobre o caso não forneceu maiores detalhes. O processo judicial não foi aberto ao público.
Outros norte-americanos detidos
Gilman é um de vários cidadãos norte-americanos detidos na Rússia. Stephen Hubbard foi classificado pelo Departamento de Estado como ‘detido indevidamente’. Gordon Black, sargento-ajudante do Exército, também está detido no país. A situação desses americanos tem sido acompanhada por autoridades dos Estados Unidos.
Não há detalhes sobre as acusações contra Hubbard e Black. A fonte não informou se eles têm previsão de julgamento. As condições de detenção desses cidadãos também não foram divulgadas.
O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a administração Trump pressionará pelo retorno imediato de todos os outros norte-americanos detidos injustamente. Rubio acrescentou que o presidente não vai parar enquanto todos os norte-americanos detidos injustamente não estiverem em casa. As declarações de Rubio foram feitas em um contexto de esforços para libertação de americanos.
Com a libertação de Gilman, encerra-se um período de detenção que começou em 2022. O ex-fuzileiro retorna aos Estados Unidos em meio a incertezas sobre sua saúde. O governo americano reafirmou o compromisso de buscar o retorno de outros cidadãos. Ainda não há informações sobre os próximos passos de Gilman após a chegada.
