Em nova ofensiva, Mark Zuckerberg volta a disparar contra os modelos fechados de IA. Além disso, o cofundador e CEO da Meta defende uma inteligência artificial mais acessível e transparente, critica rivais e apresenta novos modelos abertos. O ensaio, intitulado “O futuro é para todos – o caminho para um futuro positivo da IA”, traz reflexões sobre superinteligência, segurança e governança.
Uma filosofia para a superinteligência
No ensaio, Zuckerberg observa que é importante desenvolver uma filosofia sobre como usar a superinteligência. Em seguida, ele questiona se a superinteligência será centralizada e restrita a poucas instituições ou uma ferramenta que empoderará a todos. Dessa forma, para ele, essa reflexão é necessária para garantir um futuro positivo da tecnologia.
Críticas aos modelos fechados
O executivo escreveu que a maioria dos outros laboratórios está concentrada em desenvolver IA para empresas, governos ou outras instituições, favorecendo as grandes organizações. Além disso, ele argumentou contra a concentração da inteligência artificial e seus “superpoderes” nas mãos de governos e empresas. Consequentemente, essa crítica é parte central de sua mensagem.
Por outro lado, Zuckerberg discorda da ideia de que a superinteligência ou um pequeno grupo de especialistas deva decidir o que é melhor para a humanidade. Na visão dele, as pessoas devem decidir o que importa em suas vidas. Dessa forma, esse princípio orienta sua defesa de uma IA voltada para o cidadão comum.
A segurança como argumento
Sem citar nomes de rivais, Zuckerberg recorre a uma comparação com questões de cibersegurança para defender o conceito oposto. Por exemplo, ele destaca que softwares de código aberto provaram ser mais seguros em cibersegurança. Assim, essa analogia mostra que a abertura pode ser um aliado da segurança, e não um risco.
Governança e revisão
No campo da governança, Zuckerberg destacou a importância de uma governança compartilhada, onde o conselho da Meta decidirá sobre a segurança dos novos modelos de IA. Ademais, ele propôs uma colaboração mais próxima entre laboratórios e governo em vez de processos rígidos de revisão. Dessa forma, a ideia é criar um ambiente de cooperação.
Além disso, o executivo comentou a implementação de uma política do governo de Donald Trump que estabelece um período de revisão voluntária de 30 para novos modelos. Ele não detalhou sua posição sobre a medida, no entanto, a mencionou em suas reflexões sobre governança. Assim sendo, a postura dele é de buscar alternativas à regulação rígida.
Decisão coletiva
Por sua vez, Zuckerberg afirmou que não acredita que ele ou qualquer outra pessoa seja o único tomador de decisão sobre a implantação da superinteligência. Dessa forma, essa visão reforça a necessidade de um processo coletivo. Além disso, a Meta, segundo ele, seguirá investindo em modelos de código aberto e em uma IA mais transparente.
Novos modelos da Meta
A Meta divulgou novos parâmetros do Muse Glimmer, um modelo aberto de IA desenvolvido pela companhia. Em seguida, a empresa informou que irá divulgar nas próximas semanas os parâmetros do Muse Spark, a versão mais poderosa do novo modelo. Dessa forma, os anúncios mostram a aposta da empresa em oferecer alternativas abertas.
Ademais, a Meta vem tentando encampar o discurso de uma IA mais transparente e aberta a desenvolvedores externos. Nesse sentido, seu CEO indicou que a companhia seguirá investindo em modelos de código aberto. Ou seja, a estratégia é se diferenciar dos concorrentes que adotam abordagens mais fechadas.
Fundo para comunidades
Em paralelo, a Meta anunciou um fundo de US$ 1 bilhão para comunidades ao redor de seus data centers nos Estados Unidos. A fonte, no entanto, não detalhou outros aspectos do investimento, mas a iniciativa reforça a estratégia da empresa de se aproximar das pessoas. Dessa forma, a medida é vista como parte da responsabilidade social da companhia.
Missão e propósito
Nesse contexto, Zuckerberg afirmou que a missão da Meta é colocar o poder nas mãos das pessoas. Além disso, ele observa que é importante desenvolver uma filosofia sobre como usar a superinteligência. Portanto, ao final, defendeu uma visão de “IA para todos” e reiterou seu apoio aos modelos abertos.
Perspectivas do setor
Em resumo, o conjunto de declarações aponta para uma defesa enfática da IA aberta. Além disso, Zuckerberg critica a concentração de poder e propõe uma governança coletiva. Portanto, a pergunta que fica é se a indústria seguirá nesse caminho.
As ideias de Zuckerberg, no entanto, não são consenso no setor. Sobretudo, muitos especialistas defendem que a supervisão rigorosa é necessária para evitar riscos. A Meta, por sua vez, aposta na transparência como ferramenta de segurança.
