FIIs recomendados em agosto: veja os mais citados
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Os fundos imobiliários continuam no radar de quem busca renda periódica na Bolsa.

Dessa forma, para agosto, o Money Times consolidou as carteiras recomendadas de 11 instituições e elencou nove FIIs com maior consenso entre os analistas. O Kinea Rendimentos (KNCR11) aparece como o mais indicado, com sete menções; em seguida, o XP Malls (XPML11), que recebeu seis.

Como foi feito o levantamento

O levantamento considerou as carteiras recomendadas de 11 casas. A amostra inclui desde grandes bancos até plataformas independentes:

  • BB Investimentos
  • BTG Pactual
  • Daycoval
  • Empiricus Research
  • EQI
  • Inter
  • Genial
  • Itaú BBA
  • Santander
  • Terra
  • XP Investimentos

Além dos dois primeiros colocados, veículos de logística e híbridos também apareceram entre os mais recomendados. Contudo, a fonte não detalhou quais.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br

KNCR11: o mais recomendado

Composição da carteira

O KNCR11 é classificado como fundo de recebíveis e reúne aproximadamente 592 mil cotistas na B3.

Além disso, sua carteira é composta principalmente por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) atrelados ao CDI. Segundo o Santander, por exemplo, o fundo possui cerca de 91 CRIs, majoritariamente classificados como high grades, e aproximadamente 100% dos títulos indexados ao CDI.

Riscos apontados pelo Santander

Embora haja preferência dos analistas, o Santander faz ressalvas. Entre os pontos de atenção estão:

  • Eventual inadimplência.
  • Concentração de 33% do patrimônio líquido em três devedores: Brookfield, JHSF e Ed. Ez Tower. A Brookfield responde sozinha por 20% da exposição.
  • Queda da taxa de juros, que pode comprimir o rendimento de papéis atrelados ao CDI.
  • Ágio de 5% das cotas em relação ao valor patrimonial.

Ou seja, o ágio significa pagar um preço acima do valor contábil do fundo na hora de comprar as cotas.

XPML11: aposta em shopping centers

Portfólio e gestão

Por outro lado, na segunda posição do ranking, o XPML11 é um fundo de tijolo com foco exclusivo em shopping centers. Além disso, o FII tem aproximadamente 733 mil cotistas, é gerido pela XP Vista e possui valor patrimonial de cerca de R$ 7 bilhões. Ademais, a carteira inclui participações em 27 centros de compra, com cerca de 1,1 milhão de m² de área bruta locável (ABL) e mais de 5.200 lojas.

Venda de shoppings e dividendos

Por exemplo, um dos acontecimentos mais relevantes para o XPML11 foi anunciado pela gestão no fim de 2025. Segundo o BB Investimentos, nove shoppings foram vendidos para a Riza por R$ 1,6 bilhão, com pagamento em até cinco anos. Dessa forma, o fundo conseguiu reduzir a alavancagem e manter os dividendos em R$ 0,92 por cota por mais tempo.

Além disso, o BB afirma que a transação resultou em melhora dos indicadores operacionais. “Superada a pressão relacionada à alavancagem, eles seguem otimistas com a tese”, diz o relatório, segundo o levantamento. Ou seja, a leitura é de que o pior momento de estresse financeiro já passou.

Riscos no radar

O BB, contudo, enumera riscos que podem afetar o desempenho do fundo. Entre eles estão:

  • Potencial IGP-M negativo.
  • Desaceleração da economia.
  • Menor desconto da cota P/VP em relação a demais FIIs de shopping do IFIX.

Consequentemente, esses fatores podem pressionar a renda dos shoppings e reduzir o potencial de valorização das cotas.

Considerações finais

Embora respaldada por analistas, a escolha de um FII deve passar pelo crivo do próprio investidor. O KNCR11 oferece exposição a recebíveis com rendimento ligado ao CDI, mas concentra riscos em poucos devedores. Por outro lado, o XPML11 aposta no varejo físico, com gestão ativa e um portfólio diversificado de shoppings.

Assim sendo, é importante acompanhar os relatórios das casas recomendadas e avaliar se os riscos mencionados são compatíveis com o perfil. No caso do KNCR11, por exemplo, a atenção deve se voltar à inadimplência e à concentração; no XPML11, à evolução da alavancagem e ao cenário macroeconômico. Em resumo, as projeções ajudam a orientar, mas não eliminam a necessidade de monitoramento contínuo.

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