Startup foca em crédito consignado e capta R$ 80 mi
Crédito: neofeed.com.br
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A abertura do consignado privado a trabalhadores com carteira assinada levou a antiga CondoLivre a mudar de estratégia. A empresa, que até então atuava no crédito livre para condomínios, foi rebatizada como FAZ Cred e reposicionou seu modelo de negócio. Com o novo foco no crédito consignado, a startup captou R$ 80 milhões em 60 dias, triplicando o volume de contratos. A operação envolveu o lançamento de um novo FIDC, segundo a empresa.

Mudança de estratégia e novo nome

Junto com a mudança de nome, a FAZ Cred deixou o crédito livre para condomínios e passou a concentrar sua atuação no consignado, também voltado a outros setores. A startup pivotou, praticamente abandonou o crédito livre para condomínios, mudou o nome e abriu o leque para outros setores da economia. A abertura do consignado privado a trabalhadores com carteira assinada foi o que motivou essa transformação.

A ideia inicial, segundo a companhia, era vender a plataforma de análise de crédito para que terceiros operassem em outros segmentos do consignado. No entanto, a demanda dos investidores interessados em alocar capital mudou o rumo da empresa. O CEO Henrique Rusca afirmou que muitos investidores procuravam a FAZ Cred para alocar capital.

Os resultados dessa nova estratégia aparecem nos fundos.

Dois FIDCs e captação expressiva

A FAZ Cred opera, atualmente, dois FIDCs:

  • FIDC FAZ Cred CondoLivre – mantém o nome original da antiga empresa, possui carteira de R$ 160 milhões e inadimplência entre 10% e 15%.
  • FIDC FAZ Cred Mais Trabalhador – direcionado inicialmente aos setores de saúde e educação, alcançou R$ 80 milhões em 60 dias.

Esse novo veículo, segundo a empresa, triplicou o volume total de contratos da FAZ Cred. Os dois fundos, conforme informações divulgadas, têm tíquete médio próximo de R$ 1.500. Vale destacar que a companhia adota critérios de concentração: limita o valor que uma mesma pessoa pode contratar repetidamente e nenhuma empresa pagadora responde por mais de 1% da carteira.

A gestão desses fundos segue uma estratégia de pulverização.

Pulverização de crédito e planos de expansão

O CEO Henrique Rusca afirmou que a estratégia é pulverizar o crédito entre tomadores e empresas pagadoras. A companhia, nesse contexto, estuda avançar para os setores automotivo e de construção civil. A FAZ Cred já opera atualmente nos setores de saúde e educação, por meio do FIDC FAZ Cred Mais Trabalhador, que é um dos dois fundos da companhia.

A expansão segue o movimento de abertura do leque para outros setores da economia. A empresa não detalhou prazos ou condições para essa expansão.

Mercado em expansão e mudanças regulatórias

De acordo com o Banco Central e o Ministério do Trabalho e Emprego, a carteira da modalidade consignado saltou de R$ 40 bilhões para R$ 140 bilhões. Esse número, divulgado pelas instituições, mostra a forte expansão do consignado no país. O número representa um aumento de R$ 100 bilhões.

As mesmas fontes apontam que a alteração permitiu a manutenção dos pagamentos automatizados mesmo após a troca de emprego formal. Essa mudança, segundo as fontes, garante a continuidade dos descontos em folha para os trabalhadores. A expansão da carteira, portanto, ocorre em um cenário de mudanças regulatórias. A fonte não detalhou o impacto dessa mudança na operação da FAZ Cred.

Investidores e perspectivas

O CEO Henrique Rusca afirmou que muitos investidores procuravam a FAZ Cred para alocar capital. Após conhecerem a operação no primeiro fundo, os investidores se sentiram seguros para iniciar um segundo veículo voltado a novos mercados, disse o executivo. A demanda dos investidores interessados em alocar capital mudou o rumo da empresa.

Com a captação recente, a FAZ Cred triplicou o volume de contratos e agora avalia novas frentes de atuação. A startup, que nasceu como CondoLivre e depois foi rebatizada como FAZ Cred, mantém o foco no crédito consignado. A empresa não detalhou os planos para o futuro além dos setores mencionados.

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