Buracos negros podem não ser os devoradores insaciáveis que a ciência descreve há décadas. Assim sendo, pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, observaram o buraco negro Swift J1727 expelindo matéria de forma surpreendente, mesmo quando sua atividade estava reduzida. Em resumo, o estudo, divulgado pelo site Inovação Tecnológica em 07/08/2026, sugere que esses objetos processam e rejeitam parte do material que atraem.
Um ‘vômito’ cósmico observado
Dessa forma, Noel Segura e colegas acompanharam o Swift J1727 e flagraram um ‘vômito’ dramático do buraco negro. A expressão, usada pelos próprios cientistas, descreve, portanto, a ejeção de grande quantidade de matéria que antes havia sido atraída.
A observação, portanto, contraria a imagem clássica de que buracos negros apenas engolem tudo o que se aproxima. Além disso, mesmo quando o buraco negro parece pequeno e quase invisível, ele não se comporta como um poço sem fundo.
O estudo mostra, por exemplo, que há um processo dinâmico de entrada e saída de material. Dessa forma, a descoberta oferece uma nova perspectiva sobre o funcionamento desses objetos extremos. No entanto, a interpretação mais reveladora veio com a análise do comportamento do buraco negro em diferentes fases de atividade.
A visão de Noel Segura
Segura comentou que as pessoas costumam imaginar buracos negros simplesmente engolindo tudo ao seu redor. No entanto, a realidade observada é outra: a matéria cai, o sistema a processa e uma quantidade surpreendente é expelida novamente.
Em resumo, essa fala resume o principal achado do grupo de Warwick. Além disso, o pesquisador destaca que o processo não é passivo. Dessa forma, há uma dinâmica de processamento que resulta em perda significativa de matéria. Consequentemente, isso desafia modelos anteriores que tratavam buracos negros como corpos essencialmente absorbentes.
Todavia, o céu guardava uma surpresa adicional, revelada quando o frenesi alimentar do objeto diminuiu.
O resultado mais surpreendente
O resultado mais surpreendente, contudo, surgiu depois que o frenesi alimentar do buraco negro diminuiu consideravelmente. Ou seja, quando o Swift J1727 reduziu sua atividade para cerca de um centésimo do pico, gás denso continuava sendo expelido do sistema.
Ou seja, a ejeção não é apenas um fenômeno dos momentos de maior agitação. Isso indica, portanto, que a emissão de material persiste mesmo em fases de baixa atividade. O achado, por outro lado, vai contra a expectativa de que, com menos material entrando, a saída também cessaria.
Dessa forma, a observação reforça a complexidade do comportamento desses objetos, que não parecem ter um interruptor simples. Consequentemente, isso significa que o buraco negro continua a liberar matéria mesmo quando sua capacidade de atração está enfraquecida.
Evaporação e o fim do Universo
Segundo a teorização da radiação Hawking, buracos negros evaporam lentamente mediante a emissão de radiação muito fraca. Isso significa, portanto, que, em uma escala de tempo inimaginável, eles podem perder massa e eventualmente desaparecer. Ademais, as teorias indicam que o Universo inteiro vai evaporar.
Essas ideias, embora antigas, ganham novo contexto com a observação do Swift J1727. Se buracos negros também ejetam matéria de forma visível, o quadro teórico, consequentemente, precisa considerar esses fluxos. A fonte não detalhou, no entanto, como essa ejeção se relaciona com a evaporação proposta por Hawking.
A imagem que ilustra o fenômeno
A ilustração artística do buraco negro Swift J1727 parece engolir apenas metade das nuvens de matéria que atrai. Ademais, a imagem, creditada a Segura et al, foi divulgada com o identificador 10.1093/mnras/stag1175/DonorJetClouds (2026). Ou seja, ela sintetiza visualmente a ideia de que parte do material é rejeitada.
Dessa forma, a escolha de representar apenas metade da matéria sendo atraída reflete o equilíbrio proposto pela equipe entre o que entra e o que sai. A ilustração, portanto, funciona como um resumo visual da descoberta, permitindo que o público em geral compreenda rapidamente o fenômeno.
Ficha técnica
O artigo foi produzido pela Redação do Site Inovação Tecnológica em 07/08/2026. Ademais, a pesquisa foi conduzida por Noel Segura e colegas da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Além disso, o identificador da ilustração é 10.1093/mnras/stag1175/DonorJetClouds (2026).
Essa ilustração artística, criada pela equipe, representa o buraco negro Swift J1727 em meio a nuvens de matéria, das quais apenas metade parece ser atraída. Além disso, a imagem acompanha o estudo e serve como uma síntese visual dos resultados. O artigo, portanto, reúne tanto a observação científica quanto uma representação gráfica do fenômeno.
O estudo, portanto, soma evidências de que buracos negros não são exatamente os glutões engolidores de mundos que os cientistas vêm pintando há décadas. Dessa forma, a observação contínua de objetos como o Swift J1727 pode trazer novos detalhes sobre o ciclo de matéria no cosmos.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
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