O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a possibilidade de formação de um ciclone-bomba no Brasil nos próximos dias. Ademais, as previsões indicam a formação de um ciclone extratropical intenso entre a fronteira sul do país e o Oceano Atlântico até o fim desta semana. Dessa forma, o fenômeno deve afetar principalmente a região Sul, com probabilidade de temporais, rajadas de vento e queda acentuada de temperatura. Portanto, o alerta vale para os próximos dias, com maior atenção entre quinta-feira e sábado.
O que é o ciclone-bomba?
O ciclone-bomba é o nome informal dado ao fenômeno meteorológico conhecido como ciclogênese explosiva, ou bombogênese. Isto é, essa denominação é utilizada porque o processo de intensificação do sistema ocorre de forma muito rápida e intensa. Na prática, um ciclone-bomba é um sistema de baixa pressão que se aprofunda em um curto intervalo de tempo. Consequentemente, a queda da pressão atmosférica é o principal indicador desse fenômeno. Em resumo, essa condição é o que diferencia o ciclone-bomba de um ciclone comum.
Para que um sistema seja classificado como ciclone-bomba, é necessário que a pressão atmosférica caia pelo menos 24 milibares em 24 horas. Portanto, esse critério técnico é usado por meteorologistas para distinguir o fenômeno de um ciclone comum. Além disso, o nome “ciclone-bomba” vem justamente da forma explosiva com que o sistema se origina. Esse tipo de ciclone é mais comum em altas latitudes, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes, criando condições favoráveis à rápida intensificação. Dessa forma, a combinação entre o frio intenso e o ar mais quente gera a energia necessária para o aprofundamento do sistema.
Critérios técnicos
- Queda de pressão atmosférica de pelo menos 24 milibares em 24 horas.
- Formação mais comum em altas latitudes, com encontro de massas de ar frias e quentes.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Como o fenômeno se forma?
O sistema de baixa pressão é o conjunto de condições atmosféricas, como circulação de ar, pressão e umidade, que interagem entre si. Ou seja, é a partir desse sistema que o ciclone se organiza. Assim sendo, quando essas condições se combinam de forma intensa, o resultado é uma rápida queda de pressão. Esse processo é o que caracteriza a bombogênese.
Segundo a projeção do Inmet, a formação do ciclone-bomba começa na região do norte da Argentina e do Paraguai na quinta-feira, em uma área de baixa pressão. Em seguida, esse sistema, ao avançar, alcança a região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. Nesse ponto, o sistema se transforma em um ciclone extratropical, com tendência a se intensificar. Além disso, entre a sexta-feira e o sábado, a previsão indica uma redução brusca da pressão atmosférica, momento em que o sistema se torna um ciclone-bomba. A trajetória do sistema, no entanto, pode sofrer alterações, conforme alerta do Inmet.
Após atingir seu auge no sábado, a tempestade deve seguir para o sudeste do Atlântico Sul e se afastar gradualmente da costa brasileira. Contudo, o Inmet ressalta que a trajetória do sistema de baixa pressão pode sofrer alterações, o que pode mudar a evolução do fenômeno. Por isso, é fundamental acompanhar as atualizações dos boletins meteorológicos. Assim sendo, depois do auge, o sistema deve se afastar gradualmente da costa brasileira, conforme a projeção.
Etapas da formação
- Quinta-feira: formação de área de baixa pressão no norte da Argentina e no Paraguai.
- Avanço do sistema para a região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, transformando-se em ciclone extratropical.
- Entre sexta e sábado: redução brusca da pressão, caracterizando o ciclone-bomba.
- Sábado: auge do sistema, que depois segue para o sudeste do Atlântico Sul e se afasta da costa.
Impactos e alertas no Sul
A formação do ciclone deve afetar principalmente a região Sul do Brasil. Além disso, o sistema deve favorecer, ainda, o avanço de uma frente fria, aumentando o risco de instabilidade. Com isso, há probabilidade de chuva, temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e granizo. Dessa forma, os efeitos mais intensos são esperados entre a quinta e o sábado, quando o ciclone estiver em seu estágio mais forte. Em resumo, a frente fria associada ao ciclone pode reforçar a instabilidade na região.
Principais impactos previstos
- Chuva e temporais
- Descargas elétricas
- Rajadas de vento
- Granizo
- Queda acentuada de temperatura
O Inmet estabeleceu um aviso amarelo de perigo potencial para tempestades na quarta-feira, válido para toda a região Sul, na divisa de São Paulo e Paraná e em parte de Mato Grosso do Sul. Em seguida, na quinta-feira, o aviso é elevado para laranja em Santa Catarina, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, o nível laranja indica perigo, com risco de fenômenos meteorológicos intensos. Portanto, a orientação é que a população fique atenta às atualizações e siga as recomendações das autoridades. Assim sendo, a mudança de nível entre quarta e quinta-feira reflete a intensificação esperada do sistema.
Níveis de alerta do Inmet
- Quarta-feira: aviso amarelo (perigo potencial) para toda a região Sul, divisa de São Paulo e Paraná e parte de Mato Grosso do Sul.
- Quinta-feira: aviso laranja (perigo) para Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.
O que esperar após a passagem do ciclone?
Após a passagem do ciclone extratropical, uma massa de ar frio deve avançar sobre o centro-sul do Brasil, provocando uma queda acentuada das temperaturas. Contudo, o fenômeno é sujeito a alterações conforme a trajetória do sistema de baixa pressão. Por isso, a previsão pode mudar ao longo dos próximos dias.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
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