Dow Jones atinge nova máxima com otimismo por acordo EUA-Irã
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Os índices de Wall Street entraram no quinto dia consecutivo de ganhos nesta quarta-feira (5). Além disso, o Dow Jones e o S&P 500 renovaram suas máximas históricas intradia, impulsionados pelo otimismo em torno de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã. A continuidade de ataques a navios no Estreito de Ormuz, porém, mantém o risco geopolítico no radar.

Recordes históricos em Wall Street

No maior nível nominal intradia da história:

  • Dow Jones: 54.492,29 pontos (+0,75%);
  • S&P 500: 7.791,20 pontos (+0,71%).

Portanto, esse é o quinto pregão seguido de alta para os dois índices.

Nesse contexto, o tom positivo foi reforçado pelo comentário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seu governo teve “conversas muito boas” com o Irã. Assim, as negociações se estenderam por todo o dia da última terça-feira, aumentando a esperança de uma solução diplomática para um conflito que já dura cinco meses.

Apesar do ambiente construtivo, a região segue tensa. Além disso, mais um navio foi atingido no Estreito de Ormuz, e os houthis, apoiados pelo Irã, dispararam mísseis balísticos contra o petroleiro saudita Wafa no Mar Vermelho. Assim sendo, a continuidade de ataques a navios na área mantém o risco geopolítico em alerta.

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Estreito de Ormuz segue sob atenção

Nesse sentido, qualquer eventual reabertura do Estreito de Ormuz depende de uma mudança no comportamento dos Estados Unidos, segundo a agência de notícias iraniana IRIB. Ou seja, a condição seria a correção das violações cometidas pelos norte-americanos, sem a qual o fluxo continua interrompido.

Em meio a esse impasse, a possibilidade de um entendimento entre Irã e Omã chegou a ser mencionada. Uma fonte, no entanto, afirmou que um eventual acordo entre os dois países não levaria à reabertura imediata do estreito. Ademais, segundo a fonte, as negociações são conduzidas exclusivamente entre Teerã e Mascate e não têm relação com os Estados Unidos.

Além disso, a mesma fonte acrescentou que o estreito permanecerá fechado enquanto as violações norte-americanas continuarem, mesmo diante de um eventual entendimento entre Irã e Omã. Consequentemente, essa posição contribui para um cenário de cautela no mercado de petróleo. O petróleo, por sua vez, opera sem direção única, com o WTI recuando 0,07% e o Brent avançando 0,77%.

Mercado de trabalho perde força

No cenário doméstico, o mercado de trabalho dos Estados Unidos deu sinais de desaceleração. Por exemplo, o relatório ADP mostrou a abertura de 44 mil vagas em julho, uma desaceleração frente à criação de 95 mil postos no mês anterior. Portanto, o mercado esperava 75 mil vagas, o que torna o resultado ainda mais fraco.

Nesse contexto, os dados recentes reforçam a perspectiva de desaceleração da economia. Os investidores, por sua vez, aguardam o relatório do payroll, que será divulgado na sexta-feira (7) e servirá para avaliar a saúde do emprego no país.

SpaceX e AMD pressionam setor de tecnologia

Por outro lado, o otimismo com o Oriente Médio ofuscou os tropeços de dois grandes nomes do mercado. Por exemplo, a SpaceX despenca mais de 11% e a AMD cai mais de 4%, após a divulgação de números pouco animadores nos balanços do segundo trimestre de 2026.

SpaceX: receita cresce, mas ação despenca

Primeiramente, o primeiro balanço financeiro desde a abertura de capital mostrou aumento de 92% na receita do trimestre de abril a junho, impulsionado pelo forte desempenho de Starlink e inteligência artificial. Além disso, a receita somou US$ 7,8 bilhões, contra US$ 4,1 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Apesar do avanço na receita, a reação do mercado foi negativa, com a ação registrando forte queda.

AMD recua após resultados

Da mesma forma, a AMD também recuou mais de 4% após a apresentação de seus resultados.

As perdas, no entanto, foram insuficientes para derrubar os índices principais, que seguem em território positivo.

Com isso, o mercado acionário dos Estados Unidos segue em trajetória de alta, renovando os níveis mais elevados da história. Nesse sentido, a combinação de expectativas de progresso nas negociações com o Irã e dados de emprego mais amenos continua a sustentar o apetite por risco. Dessa forma, o foco agora está no relatório de payroll de sexta-feira, que pode influenciar os próximos passos dos ativos. Além disso, a evolução do conflito no Oriente Médio e as condições para o fluxo no Estreito de Ormuz seguem no radar dos operadores.

Dessa forma, o quinto dia de ganhos deixa o mercado em máxima histórica. Sobretudo, a atenção agora está voltada para os desdobramentos diplomáticos e os próximos indicadores econômicos. Em resumo, a combinação desses fatores será determinante para o rumo das bolsas nos próximos dias.

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