Os Estados Unidos bombardearam o Irã pela 11ª noite consecutiva, enquanto a Casa Branca rejeita qualquer diálogo com Teerã. A guerra, que se transformou numa disputa pelo controle do estreito de Ormuz, tem elevado os custos para Washington e pressionado o mercado de petróleo. O Paquistão intensificou esforços diplomáticos, mas o acordo provisório entre as partes colapsou.
Rejeição ao diálogo e bombardeios contínuos
Alguém declarou aos jornalistas no Salão Oval: ‘Eles querem desesperadamente reunir-se. E, até estarem preparados para se encontrarem connosco de forma séria, não temos qualquer interesse em reunir’. A declaração ocorre em meio à 11ª noite de ataques ao Irã, conforme anunciaram os militares norte-americanos na madrugada de quarta-feira.
Meios de comunicação estatais iranianos relataram várias explosões em diferentes pontos do país. A defesa aérea foi acionada perto de Teerão, e a televisão estatal publicou no Telegram: ‘Fontes noticiosas relataram que se ouviram atividades de defesa aérea no oeste, leste e nordeste de Teerão’. Apesar dos bombardeios, o Irã tem mantido os ataques contra aliados dos Estados Unidos, atingindo alvos no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait.
Disputa pelo estreito de Ormuz
A guerra entre Estados Unidos e Irã transformou-se, nas últimas semanas, numa disputa pelo controle do estreito de Ormuz. Antes do início do conflito, o estreito escoava cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural mundiais. Ambos os lados têm visado infraestruturas civis para tentar ganhar margem de manobra.
Na quarta-feira, o preço do Brent subiu para 92 dólares por barril, refletindo a tensão na região. Teerão avisara que bombardearia o próprio território em vez de permitir que forças norte-americanas o ocupassem, enquanto ampliava a ofensiva contra os Estados do Golfo.
Custos crescentes para Washington
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu o pedido da administração Trump de 67 bilhões de dólares (58,7 bilhões de euros) em financiamento suplementar para cobrir os custos da guerra com o Irã. Hegseth classificou o pedido como ‘urgente’ e ‘necessário’. A fonte não detalhou como os recursos seriam distribuídos.
Enquanto isso, o Paquistão intensificou os esforços diplomáticos para tentar salvar o acordo provisório entre as duas partes, mas o acordo colapsou. A continuidade dos bombardeios e a rejeição ao diálogo indicam que o conflito deve se prolongar, elevando ainda mais os custos para Washington e o preço do petróleo no mercado global.
