Redação do Site Inovação Tecnológica – 20/07/2026
Pela primeira vez, uma corrente orbital foi explorada diretamente de forma eficiente. O avanço, publicado em 20 de julho de 2026, marca o nascimento do primeiro componente orbitrônico puro. Até agora, as correntes orbitais precisavam ser convertidas em correntes de spin para serem utilizadas, o que eliminava os ganhos. Agora, a equipe conseguiu manipular sinais orbitrônicos sem essa conversão, obtendo resultados 100 vezes mais fortes.
O que é a orbitrônica?
A orbitrônica é uma tecnologia promissora para futuros dispositivos de memória. Ela permite criar mídias de armazenamento em larga escala com consumo de energia extremamente baixo. Diferente da spintrônica, que explora o spin dos elétrons, a orbitrônica utiliza o momento angular orbital. Esse desenvolvimento acaba de receber um impulso decisivo com a descoberta de um meio de utilizar diretamente as correntes orbitais, dispensando a conversão em corrente de spin.
Estrutura do componente
O avanço da equipe baseou-se em uma estrutura que combina óxido de cobalto como antiferromagneto isolante com uma camada de cobre, que reagiu na superfície para formar óxido de cobre. Nessa configuração, a corrente orbital gerada no cobre (Cu*) acopla-se aos momentos orbitais no óxido de cobalto (CoO). Segundo Schmitt, membro da equipe, “o acoplamento tornou-se possível porque usamos um ímã dominado pelo momento angular orbital, enquanto estudos anteriores sempre se basearam em ímãs dominados pelo spin”.
Resultados e potencial
Os sinais orbitrônicos manipulados diretamente revelaram-se 100 vezes mais fortes do que aqueles obtidos com componentes indiretos fabricados até agora. Apesar do sucesso, a equipe reconhece que há espaço para melhorias. O próximo passo é otimizar o componente para aplicações práticas em memórias e outros dispositivos. A fonte não detalhou prazos para comercialização, mas a descoberta abre caminho para uma nova geração de componentes eletrônicos de ultrabaixo consumo.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
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