Uma equipe de cientistas e engenheiros criou uma folha artificial medicinal capaz de converter luz em energia para alimentar implantes biomédicos. O dispositivo, que imita a fotossíntese das plantas, foi testado em cobaias e também como plataforma de segurança da informação. A pesquisa foi divulgada em 13 de julho de 2026 pelo Site Inovação Tecnológica.
Como a folha artificial imita a fotossíntese
As plantas convertem luz em energia de forma eficiente por meio da fotossíntese. Cientistas e engenheiros buscam imitar esse processo com diversas abordagens, no campo da fotossíntese artificial. A principal ferramenta são minúsculas estruturas metálicas projetadas para absorver e concentrar a energia da luz, gerando portadores de carga — os plásmons de superfície.
A luz, ao atingir a superfície dos metais, produz uma ondulação dos elétrons na superfície do material, ondas que podem ser controladas com precisão. Essas ondulações — os plásmons — deram origem à plasmônica, também conhecida como “luz através de fios”.
Amplificação de energia para implantes
A estrutura plasmônica da folha artificial consegue amplificar a energia, gerando-a em níveis úteis para acionar nervos ou o coração. Dispositivos de captação de luz, como células solares, usam materiais semicondutores para converter luz solar em eletricidade, mas possuem limites de eficiência devido às leis da física.
A equipe encontrou um meio de usar o próprio componente para amplificar essa energia, abrindo caminho para seu uso prático — não apenas em dispositivos médicos, por meio da bioeletrônica, mas também em plataformas de computação alternativa emergentes.
Testes em cobaias e aplicações futuras
O dispositivo foi testado em cobaias e também como plataforma de segurança da informação. O material nanoplasmônico poderá ser usado como uma plataforma de sensores semelhante a um computador, na qual os usuários interagem com uma espécie de tela usando luz fora da faixa visível — uma forma potencialmente segura de transmitir informações.
De volta à área de saúde, a equipe agora se dedicará ao desenvolvimento de um dispositivo totalmente implantável que possa ser usado para bioestimulação por um ano ou mais, abrindo caminho para seu uso clínico.
