Mudanças na carteira de dividendos
A XP retirou os papéis da Cemig (CMIG4) de sua carteira de dividendos para outubro. A corretora aumentou o peso da B3 (B3SA3) de 5% para 10% e elevou o peso da Energisa (ENGI11) de 7,5% para 10%.
Razões para a saída da Cemig
A saída da elétrica mineira ocorreu devido ao valuation implícito menos atrativo nos níveis atuais. A XP afirma que o potencial para distribuições adicionais de dividendos parece mais limitado.
Em 2024, foram pagos R$ 1,92 por ação, com alta de 113% em relação a 2023. O retorno no ano foi de 13%, mas a perspectiva futura motivou a mudança.
A probabilidade de avanço no processo de privatização é mais remota, conforme a análise da corretora. Isso contribuiu para a decisão de zerar a posição na empresa.
Foco em B3 e Energisa
Análise da B3 (B3SA3)
Para a B3, a XP diz que, apesar da atividade de mercado de capitais ainda frágil, a empresa segue com sua estratégia de diversificação de receitas. Isso, combinado com controle de custos, deve permitir a entrega de lucros pelo menos estáveis.
Por mais que a recuperação de volumes para 2026 já esteja precificada, há potencial desse ritmo surpreender positivamente o mercado. O carrego continua interessante, segundo a avaliação da corretora.
Análise da Energisa (ENGI11)
Para a Energisa, a XP sustenta uma visão de valuation mais atrativo em relação aos pares e à média do setor. A companhia apresenta um perfil de fluxo de caixa mais alongado.
Ela também tem uma das maiores durations entre as empresas sob cobertura no segmento de utilities. Essas características tornam a Energisa uma opção sólida para investidores que buscam retornos consistentes.
Desempenho da carteira
Em setembro, a carteira teve retorno de 5,2%. No mesmo período, o índice Ibovespa teve retorno de 3,4%. A performance superior mostra a eficácia da estratégia de dividendos adotada pela XP.
Desde o início da carteira, ela subiu 239,7%. Em comparação, o índice subiu 101,0% no mesmo intervalo. Esses números destacam o sucesso acumulado ao longo do tempo.
Contexto do setor elétrico
A saída da Cemig reflete desafios específicos do setor de utilities. Empresas com duration elevada, como a Energisa, podem oferecer mais estabilidade.
No entanto, fatores como valuation e perspectivas de privatização influenciam as decisões. A XP enfatiza que pagamentos limitados de dividendos na Cemig pesaram na avaliação.
Em 2024, o alto retorno não se repetirá facilmente, segundo a corretora. Isso levou a realocações para ações com melhor potencial futuro.
