Indicador pouco conhecido ganha relevância
Um levantamento da Elos Ayta revelou que a relação entre EBIT e dívida bruta das empresas brasileiras interrompeu uma trajetória de piora que durava quatro anos. O indicador, que compara o lucro antes de juros e impostos com o estoque total de dívida, começou a melhorar no primeiro trimestre de 2026. A informação é inédita e pode fortalecer a tese de investimento em crédito privado.
O cálculo usa o EBIT acumulado nos últimos doze meses, o que confere uma visão mais estável da capacidade operacional das companhias. Historicamente, a perda de força na geração operacional antecede cortes de dividendos, rebaixamentos de rating, aumento de inadimplência e processos de reestruturação de dívida. Por isso, a reversão da tendência é um sinal relevante para investidores.
Vídeo: YouTube | Fonte: www.moneytimes.com.br
Pico em 2021 e deterioração prolongada
O levantamento identificou um pico em 2021, considerado o melhor momento da série para as empresas brasileiras. A partir daí, iniciou-se uma deterioração contínua que durou quatro anos. Esse período de piora coincidiu com um dos ciclos de juros mais apertados da história recente do Brasil, o que ajuda a explicar a pressão sobre as empresas.
Esse tipo de métrica costuma se mover antes de outros sinais mais óbvios de dificuldade financeira aparecerem nos balanços. Assim, a piora do indicador já sinalizava riscos que se confirmaram posteriormente. Agora, a melhora pode estar indicando o início de um novo ciclo.
O que o número de 2026 realmente diz
A leitura mais superficial do número de 2026 pode estar subestimando seu significado. Indicadores de crédito como esse costumam mudar de direção antes que a melhora fique evidente para o mercado em geral. Portanto, a reversão observada no primeiro trimestre pode ser um sinal precursor de recuperação mais ampla.
O que importa não é o tamanho absoluto da dívida, mas a capacidade da empresa de gerar resultado suficiente para sustentá-la ao longo do tempo. A melhora na relação EBIT/dívida bruta indica que as empresas estão recompondo sua geração operacional, o que reduz o risco de crédito.
Comparação internacional como régua
A comparação com outros países serve como régua: ela ajuda a medir o espaço que as empresas brasileiras ainda têm para recuperar terreno. A fonte não detalhou os dados internacionais, mas destacou que as diferenças estruturais em custo de capital, rentabilidade e condições de financiamento explicam o desempenho relativo do Brasil.
Isso é um reflexo de diferenças estruturais em custo de capital, rentabilidade e condições de financiamento. Ainda assim, a melhora recente sugere que as empresas brasileiras estão no caminho certo para recuperar a saúde financeira.
Impacto para investidores de crédito privado
Para quem investe em crédito privado, a melhora desse indicador é um sinal de que o risco de inadimplência pode estar diminuindo. Como a métrica antecede outros sinais, os investidores podem se antecipar a movimentos positivos nos ratings e nos spreads de crédito.
A reversão da tendência de piora, após quatro anos, é um dado relevante que merece atenção. A fonte não detalhou os próximos passos, mas a tendência de melhora, se confirmada, pode fortalecer a tese de alocação em crédito privado nos próximos meses.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
- Siga no Youtube (www.youtube.com)
- Receba as recomendações de investimento mais atualizadas diretamente em seu What (emprc.us)
- A ação que pode entregar DIVIDENDOS de até 13% (www.youtube.com)
- Banco do Brasil (BBAS3): XP passa tesoura no preço-alvo de olho no agronegócio e (moneytimes.com.br)
- Após meses de altas, mercado corta projeção da inflação para 2026; confira o Foc (moneytimes.com.br)
