Evidência chave da matéria escura é contestada
O maior trunfo observacional dos defensores da existência da matéria escura acabou de cair por terra. A afirmação é de pesquisadores que analisaram novos dados do telescópio Webb. A matéria escura continua sendo o rótulo mais usado para se referir à ignorância sobre o que mantém as galáxias coesas, apesar de ter perdido sua atratividade devido à falta de evidências experimentais e observacionais.
Até agora, o Aglomerado da Bala era considerado a prova mais robusta da existência da matéria escura. No entanto, as novas observações mudaram esse cenário.
Aglomerado da Bala: o teste decisivo
O Aglomerado da Bala é na verdade a colisão de dois aglomerados de galáxias. Conforme as duas nuvens de gás se cruzavam, elas foram significativamente desaceleradas pelas forças de atrito, o que também gerou um aquecimento. Usando telescópios de raios X, as nuvens quentes podem ser vistas da Terra como duas manchas difusas relativamente próximas uma da outra.
De acordo com a teoria atual, a matéria escura exerce força gravitacional, mas não interage com a matéria normal. Ao contrário das nuvens de gás, a matéria escura não é desacelerada pelo atrito e também não se separa da matéria visível nos aglomerados de galáxias. Essa separação entre gás e matéria escura era a principal evidência observacional.
Novos dados do Webb refazem estimativas
Os novos dados do telescópio Webb permitiram refazer as estimativas do número de estrelas em cada aglomerado. A matéria visível adicional encontrada dispensa em larga medida a adição da matéria escura, tornando o modelo MOND muito mais plausível.
A dinâmica newtoniana modificada (MOND) foi proposta há mais de 40 anos. Até então, a MOND tem sido considerada uma teoria marginal principalmente porque se supunha que ela não poderia explicar as observações no Aglomerado da Bala. Agora, com a nova evidência, essa objeção perde força.
O debate sobre a natureza da matéria escura continua, mas o principal indício observacional que a sustentava foi abalado. A fonte não detalhou os próximos passos da pesquisa.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
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