O Great Place to Work (GPTW) divulgou o ranking das melhores empresas para trabalhar na área da saúde em 2026. O estudo contou com a participação de 231 organizações, impactando mais de 343 mil colaboradores — um aumento de 12% no número de trabalhadores em relação à edição anterior. Entre as participantes, 80 conquistaram lugar no ranking, que utiliza metodologia baseada em três pilares: Trust Index, Culture Audit e Culture Brief.
Metodologia baseada em três pilares
A avaliação do GPTW Saúde se apoia no Trust Index, pesquisa que mede a percepção dos colaboradores sobre confiança, respeito e credibilidade. O Culture Audit analisa as práticas organizacionais que promovem um ambiente de alta confiança. Já o Culture Brief oferece um raio-X demográfico e estrutural das empresas, permitindo contextualizar os resultados. A partir desta edição, o ranking passou a adotar os mesmos critérios de segmentação por porte — pequenas, médias e grandes empresas — utilizados em outros rankings setoriais.
Perfil dos colaboradores e diversidade
Faixa etária e tempo de casa
Na faixa etária, a maioria dos colaboradores tem entre 34 e 44 anos, representando 35% do total. Jovens até 25 anos somam 15%. Quanto ao tempo de casa, 38% estão há até dois anos nas empresas, enquanto apenas 6% possuem mais de 15 anos de vínculo.
Participação feminina na liderança
Em relação à liderança, o percentual de CEOs mulheres passou de 21% em 2024 e 2025 para 22% em 2026. Por nível hierárquico, a participação feminina na alta liderança se manteve entre 39% e 40% de 2024 a 2026; na média liderança, flutuou entre 54% e 53%; e em outras posições de liderança, oscilou entre 58% e 60%.
Fatores de retenção e inovação
Motivos para permanecer no emprego
Quando questionados sobre os motivos para permanecerem nos empregos, 35% dos colaboradores destacaram oportunidades de crescimento e desenvolvimento. Os principais fatores de retenção permaneceram os mesmos, mas houve retração na oportunidade de crescimento e avanço na qualidade de vida em relação a 2025.
Índice de velocidade de inovação (IVR)
O índice de velocidade de inovação (IVR), métrica desenvolvida pelo GPTW para medir agilidade organizacional, apresentou recuperação em 2026: 21% das empresas premiadas atingiram níveis acelerados de inovação, contra apenas 7% das não premiadas. O número representa aumento em relação aos 17% registrados em 2025 e 11% em 2024.
Desafios da saúde mental e liderança
A saúde mental segue como um dos maiores desafios do setor. A atualização da NR-1 trouxe à tona a necessidade de mudanças culturais, mas ainda há empresas que tratam o tema apenas como conformidade. O chamado “Efeito GPTW” conecta liderança, experiência, cultura e performance. Segundo o estudo, a liderança molda a experiência: os líderes são o ponto de partida e definem como as pessoas se sentem no dia a dia.
