A Colômbia realiza neste domingo a segunda volta das eleições presidenciais, marcada por uma polarização profunda e pelo receio de que o país volte a cair numa espiral de violência. Os dois candidatos, que chegaram ao segundo turno após vencerem outros nove aspirantes nas eleições de 31 de maio, apresentam propostas radicalmente distintas para o futuro do país.
Polarização e medo da violência
A segunda volta é marcada por uma polarização profunda e pelo receio de que o país volte a cair numa espiral de violência. Grande parte da campanha centrou-se na segurança, tema que volta a preocupar uma população atingida pelo aumento da violência. Esta disputa eleitoral soma-se a uma tendência cada vez mais visível na América Latina, onde várias eleições recentes têm sido marcadas por uma forte polarização entre projetos de esquerda e de direita.
Propostas radicalmente distintas
Os dois aspirantes garantem ter a receita para evitar que a Colômbia regresse aos anos mais negros dos atentados com carros armadilhados, raptos, desaparecimentos forçados e deslocações em massa. As propostas dos dois aspirantes são radicalmente distintas. O discurso de um dos candidatos encontrou eco em amplos setores do eleitorado preocupados com o deteriorar da segurança.
Perfil do candidato conservador
Analistas políticos consideram que boa parte do seu sucesso assenta na imagem de empresário feito por si próprio, disposto a aplicar soluções drásticas contra a criminalidade. Esse perfil permitiu-lhe também ligar-se à nova vaga conservadora que ganhou força em vários países da região. Donald Trump manifestou-lhe publicamente o seu apoio.
Iván Cepeda: a esquerda colombiana
Do outro lado está Iván Cepeda, senador de 63 anos e uma das figuras mais reconhecidas da esquerda colombiana. Durante décadas esteve ligado à defesa dos direitos humanos. É considerado o principal herdeiro político de Petro. A sua história pessoal está marcada pelo conflito colombiano: é filho de um senador comunista assassinado por grupos paramilitares de extrema-direita. Essa experiência condicionou grande parte do seu percurso político.
Revisão de resultados
O senador reconheceu durante a campanha que será necessário rever os resultados obtidos até agora e corrigir os aspetos que não funcionaram. A fonte não detalhou quais seriam esses ajustes específicos.
