© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Crescimento atípico de casos respiratórios

O novo boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela dados preocupantes sobre síndromes respiratórias no país. Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas por influenza A e covid-19 aumentaram no Distrito Federal e em Goiás.

Outras seis unidades federativas também registraram crescimento de casos: Amazonas, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará e Piauí. Os pesquisadores consideram essa segunda onda de influenza A altamente atípica, indicando comportamento incomum do vírus.

Diferentes vírus em cada região

Rinovírus em crianças e adolescentes

O rinovírus causou o aumento de casos de SRAG no Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e Espírito Santo. As análises laboratoriais mostram que este agente viral afeta principalmente crianças e adolescentes.

Covid-19 em múltiplos estados

A covid-19 apresentou crescimento de SRAG no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo. Esta distribuição geográfica diferenciada sugere padrões distintos de circulação viral nas diversas regiões brasileiras.

Panorama nacional das hospitalizações

Em 2025, foram notificados 180.830 casos de SRAG em todo o território nacional. Deste total:

  • 95.919 casos (53%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório
  • 64.182 casos (35,5%) apresentaram resultado laboratorial negativo
  • 8.965 casos (5%) aguardam resultado laboratorial

Distribuição dos vírus identificados

Entre os casos positivos confirmados laboratorialmente em 2025:

  • Influenza A: 23,6%
  • Vírus sincicial respiratório: 43,1%
  • Rinovírus: 26,9%
  • Sars-CoV-2 (Covid-19): 7,6%
  • Influenza B: 1,1%

Tendência recente das infecções

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi:

  • Influenza A: 13,6%
  • Influenza B: 1,8%

Estes dados indicam mudanças na dinâmica de transmissão dos diferentes vírus ao longo do tempo.

Coordenação do monitoramento

Tatiana Portella, pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz, é responsável pelo boletim InfoGripe. Sua equipe coordena a análise sistemática dos dados de vigilância epidemiológica em todo o país.

O sistema de monitoramento permite detectar precocemente mudanças nos padrões de circulação viral. Essas informações são fundamentais para a tomada de decisões em saúde pública.

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