Israel ataca Líbano antes de acordo entre EUA e Irã
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Novos bombardeios israelenses no sul do Líbano

Forças israelenses realizaram novos ataques aéreos no sul do Líbano, deixando ao menos cinco mortos e vários feridos, segundo a Agência de Notícias. A fonte não detalhou a identidade das vítimas nem se eram civis ou combatentes.

O Hezbollah, aliado do Irã, ainda não emitiu comunicado reivindicando retaliação desde terça-feira. Espera-se que o líder do grupo, Naim Qassem, faça um discurso televisionado na quarta-feira, o que pode trazer esclarecimentos sobre a posição do grupo.

Tensões entre Israel e EUA aumentam

Os ataques israelenses no Líbano provocaram tensões com os Estados Unidos. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu: “Tenho tido uma excelente relação com o Bibi. Agora, o Bibi tem de ser mais responsável no que diz respeito ao Líbano.”

Trump também declarou: “Sem os Estados Unidos, não haveria Israel. Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro presidente esteve disposto a fazer o que eu fiz.” As declarações indicam desgaste na relação entre os aliados tradicionais.

Acordo EUA-Irã ainda indefinido

O acordo entre EUA e Irã ainda não foi tornado público, e autoridades apresentam interpretações contraditórias. Um responsável norte-americano, sob anonimato, afirmou que o acordo não prevê retirada israelense. Já o Paquistão, um dos mediadores, indicou que o pacto prevê o fim das operações militares, incluindo no Líbano, como o Irã exigia.

A divergência sobre o alcance do acordo gera incertezas sobre o futuro do conflito.

Posições de Israel e Irã se chocam

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou na terça-feira que o fim do conflito seria incompleto “sem a retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam nesta guerra”.

Em contrapartida, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou na segunda-feira que as forças de seu país permanecerão no Líbano “o tempo que for necessário”. As declarações opostas evidenciam o impasse, enquanto os ataques continuam e a comunidade internacional aguarda os desdobramentos do acordo.

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