Primeira alta mensal desde novembro de 2024
As exportações de café do Brasil registraram em maio a primeira alta mensal em relação ao mesmo mês do ano anterior desde novembro de 2024, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O desempenho foi puxado pelo forte crescimento dos embarques de café canéfora (robusta e conilon), que mais que triplicaram. Ainda assim, no acumulado do ano, as vendas externas seguem em queda.
De acordo com o Cecafé, o Brasil fechou 2024 com exportações recordes, o que reduziu os estoques desde então. Esse cenário ajuda a explicar a retração observada nos primeiros meses de 2025.
Canéfora dispara 193%; arábica recua
Os embarques de café canéfora atingiram 601.756 sacas em maio, um salto de 193% ante o mesmo mês do ano passado. Já as exportações de café arábica recuaram 11,9%, para 2,13 milhões de sacas. O movimento reflete a entrada da nova colheita, que começa a ganhar velocidade.
O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou que o desempenho está dentro do previsto diante do cenário atual de mercado, com a transição da entressafra para a chegada da nova colheita. “A leve alta em maio reflete a entrada de cafés colhidos já neste ano, principalmente os canéforas, que são nossos conilon e robusta, movimento que deveremos observar com os arábicas a partir dos próximos meses também”, disse Ferreira, em nota.
Expectativa de colheita recorde
Para os próximos meses, com a expectativa de colheita recorde no Brasil, Ferreira acredita que o país deve elevar os níveis de café a serem remetidos ao exterior. A perspectiva é de que a oferta maior sustente uma recuperação das exportações ao longo do ano.
No entanto, o acumulado dos cinco primeiros meses de 2026 ainda mostra queda. O Brasil exportou 14,745 milhões de sacas de café entre janeiro e maio, declínio de 12,4% na comparação com o mesmo período do ano passado. As divisas com as exportações somaram US$ 5,552 bilhões no período, recuo de 14,6% na mesma comparação.
Queda no acumulado do ano
Segundo Ferreira, a queda no acumulado do ano é reflexo de uma safra menor e de exportações volumosas em períodos anteriores. A redução dos estoques após o recorde de 2024 também contribuiu para o desempenho mais fraco nos primeiros meses de 2025.
Apesar da retração no acumulado, a alta mensal de maio sinaliza uma possível virada, especialmente com o avanço da colheita e a expectativa de recorde na safra. O mercado acompanha de perto a evolução dos embarques nos próximos meses.
Fonte
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