Árbitro somali recusado nos EUA é recebido como herói na Somália
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Retorno triunfal a Mogadíscio

O árbitro de futebol somali Omar Artan regressou a casa na quarta-feira. Ele foi recebido por uma multidão de fãs e jornalistas no Aeroporto Internacional Aden Adde, em Mogadíscio. A recepção calorosa contrasta com a experiência vivida por Artan nos Estados Unidos na semana anterior.

Artan é um dos árbitros mais conceituados do mundo. Ele estava prestes a tornar-se o primeiro árbitro da Somália a arbitrar um jogo do Mundial. No entanto, foi recusada a entrada de Artan nos Estados Unidos antes do Campeonato do Mundo da FIFA.

Recusa de entrada nos EUA

A recusa de entrada ocorreu no Aeroporto Internacional de Miami na semana passada. Artan foi interrogado por funcionários da fronteira norte-americana sobre sua documentação e carreira durante 11 horas. Posteriormente, foi levado para uma cela de detenção e transportado de avião para Istambul.

Artan afirmou ao The New York Times: ‘Estou muito, muito desapontado’. Ele disse que tinha os ‘documentos certos’ e o ‘visto certo’. A CBP informou que a entrada de Artan foi recusada na sequência de uma inspeção de rotina.

Contexto da proibição de viagem

A Somália está entre os vários países sujeitos a uma proibição de viagem decretada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa política tem gerado controvérsias, especialmente no contexto esportivo. O controlo das fronteiras assumiu um papel central na antecipação da edição de 2026 do torneio.

Várias seleções nacionais enfrentaram problemas com vistos e foram sujeitas a medidas de segurança adicionais. A decisão de recusar a entrada a Artan suscitou críticas do mundo do futebol e não só.

Reações e apoio internacional

Andrew Giuliani lidera o grupo de trabalho da Casa Branca para o Campeonato do Mundo da FIFA. Ele afirmou que a recusa se deveu a uma ‘razão muito válida’ e que apoiava a decisão. Por outro lado, Ian Wright questionou se a medida estava de acordo com o ‘espírito do futebol’ e classificou o torneio como uma ‘Copa do Mundo do caos’.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, manifestou seu apoio a Artan. Tedros Adhanom Ghebreyesus disse: ‘Isto não será o fim da tua história no palco mundial’. A recepção em Mogadíscio demonstra que, para muitos, Artan é um herói nacional.

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