João Tosin, CEO e cofundador da Celero, compartilhou em entrevista ao 5 Minutos os bastidores de sua trajetória empreendedora. Da falência aos 21 anos à criação de uma fintech que acaba de anunciar uma rodada de investimento com Visa e Headline, Tosin revela como mudou sua mentalidade e hoje prioriza o impacto sobre o lucro.

Primeiros passos e fracasso

João Tosin começou sua carreira em banco, onde permaneceu por três anos. A primeira experiência como empreendedor veio ao trazer uma marca de jeans para o Brasil, mas o negócio não deu certo.

“Minha motivação estava equivocada, porque o meu objetivo era ganhar dinheiro e ser uma pessoa bem-sucedida”, afirma. O resultado foi uma falência dura: ele ficou endividado aos 21 anos.

Nascimento da Celero

Foi na faculdade que Tosin encontrou João Augusto, com quem teve a ideia de criar a Celero. A empresa nasceu em sala de aula, como um projeto acadêmico que depois se transformou em negócio.

Inicialmente, atuavam como consultoria para pequenas empresas, evoluindo depois para um modelo de terceirização. Ao longo do tempo, Pedro Chaves entrou como terceiro cofundador.

Mudança de mentalidade

Para Tosin, a principal mudança aconteceu na mentalidade do empreendedor que tentou empreender no passado para a do empreendedor que começou a Celero.

“Passei a ter uma visão muito mais orientada a impacto, entendendo o retorno financeiro como consequência desse processo”, explica. Ele reforça que, na Celero, o dinheiro nunca foi a principal motivação.

Rodada de investimento e planos

A fintech anunciou a abertura de uma rodada no começo do ano, que já conta com Visa e Headline entre os investidores. A expectativa é concluir a rodada no próximo mês.

Para o segundo semestre, o objetivo é ampliar a presença da companhia em três ou quatro novas instituições financeiras.

Fora do escritório

Além do trabalho, Tosin é apaixonado por corridas, automobilismo e futebol. Seu time é o Clube Atlético Paranaense. Quando mais novo, foi DJ, começando a tocar em festas de escola.

A paixão pela música o levou a tocar fora do Brasil, em países como Argentina e Uruguai. Ele ainda brinca de tocar de vez em quando. Um livro que recomenda é “Grow to Greatness”, de Edward D. Hess.

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