Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) ganharam destaque no mercado financeiro brasileiro após a resolução nº 175 da CVM, publicada em dezembro de 2022. A medida permitiu que esses fundos, antes restritos a investidores qualificados, fossem disponibilizados ao “mar aberto” de investidores. Mas afinal, FIDC vale a pena? Para responder, é preciso entender o que são, suas vantagens e riscos.
O que é um FIDC?
FIDC é a sigla para “fundo de investimento em direito creditório”. Trata-se de um fundo que compra recebíveis, ou seja, direitos de crédito que empresas têm a receber no futuro. Empresas que fornecem crédito ao consumidor, por exemplo, possuem recebíveis a prazo. Uma alternativa para essas empresas que precisam de liquidez imediata é solicitar uma antecipação de recebíveis a alguma instituição habilitada. O FIDC atua justamente nesse processo: adquire esses recebíveis com desconto e, quando eles são pagos, o lucro da operação é distribuído aos cotistas.
Pela regulamentação, no mínimo 50% do patrimônio dos FIDCs deve estar alocado exclusivamente em direitos creditórios. A diferença entre o repasse descontado e o valor a receber compõe o lucro das cotas do fundo. Alguns FIDCs permitem ao investidor conhecer previamente a taxa de retorno esperada da operação, o que facilita a tomada de decisão.
Tipos de cotas disponíveis
Os FIDCs podem ser abertos ou fechados, e oferecem diferentes classes de cotas. Para o investidor de varejo, as cotas seniores são a única modalidade disponível. Já as cotas subordinadas precisam aguardar até que as cotas seniores recebam seus lucros ou resgates para receber a sua parte. Existem ainda as cotas mezanino, que são opcionais e exclusivas para investidores qualificados. Essa estrutura de subordinação visa proteger os investidores de varejo, que têm prioridade no recebimento.
Vantagens de investir em FIDCs
Uma das principais vantagens de investir em FIDCs para o investidor de varejo é a diversificação de carteira. Como as empresas “atendidas” pelos FIDCs são, em sua maioria, de menor porte, o investidor tem acesso a um segmento diferente do mercado de crédito. Além disso, é possível encontrar FIDCs com retornos-alvo de CDI + 8% ou até CDI + 9% ao ano, o que pode ser atrativo em um cenário de juros baixos. Essa rentabilidade potencial superior, no entanto, vem acompanhada de riscos específicos.
Riscos e cuidados necessários
Diferentemente de produtos bancários tradicionais, como CDBs e letras, os FIDCs não possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O FGC cobre produtos bancários mais tradicionais, mas não se aplica a fundos de investimento. Expor-se aos FIDCs significa expor-se ao cumprimento do pagamento de dívidas. Ou seja, se os devedores não pagarem os recebíveis, o fundo pode sofrer perdas. Por isso, é recomendado ler as lâminas e demais materiais informativos dos FIDCs para comparar fatores como a qualidade dos créditos, a taxa de retorno e a estrutura de subordinação.
Em resumo, os FIDCs podem ser uma alternativa interessante para quem busca diversificação e retornos potencialmente mais altos, mas exigem atenção aos riscos envolvidos. A decisão de investir deve ser baseada em uma análise cuidadosa das características de cada fundo.
Fonte
- www.moneytimes.com.br
- Siga no Youtube (www.youtube.com)
- Receba as recomendações de investimento mais atualizadas diretamente em seu What (emprc.us)
- IBOVESPA no negativo em MAIO: LULA vira sobre FLÁVIO; JUROS no Brasil e EUA preo (youtube.com)
- Wall Street bate máximas com rali de tecnologia e expectativas de paz no Oriente (moneytimes.com.br)
- Warren Buffett, o maior investidor de todos os tempos, disse: “seja medroso quan (moneytimes.com.br)
