A SLC Agrícola (SLCE3) já economiza R$ 58 milhões por ano com a chamada “revolução do manejo”, segundo o CEO Aurélio Pavinato. A companhia vem trabalhando intensamente na aplicação localizada de defensivos agrícolas, estratégia que já trouxe ganhos relevantes de eficiência. Na avaliação de Pavinato, o produtor rural que não se preparar para investir nessas novas tecnologias tende a perder competitividade, inclusive em propriedades menores.
Aplicação localizada de defensivos
A aplicação de herbicidas ocorre de duas formas. A primeira utiliza um sistema de luz infravermelha capaz de identificar plantas daninhas abaixo da superfície visível do terreno. Nesse modelo, o bico pulverizador é acionado apenas nos pontos onde há infestação. A segunda tecnologia é o chamado “See and Spray”, um sistema de pulverização seletiva de precisão que combina câmeras e inteligência artificial para identificar plantas daninhas em tempo real, aplicando herbicidas apenas onde necessário.
Essas inovações permitem reduzir o volume de defensivos aplicados, gerando economia direta e menor impacto ambiental. A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de grãos do Brasil, já colhe os frutos dessa estratégia.
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Modelos preditivos com IA
A incidência de doenças tem sido tratada por meio de modelos preditivos baseados em inteligência artificial (IA). Com esses modelos, a tendência é que as aplicações deixem de seguir padrões fixos e passem a ocorrer de forma mais precisa e sob demanda. Isso significa que a pulverização só acontece quando realmente necessária, otimizando recursos e reduzindo custos.
Pavinato destaca que a competitividade no agronegócio passa diretamente pelo menor custo unitário de produção. A SLC busca manter produtividade acima da média nacional. No caso da soja, a meta da companhia é operar cerca de 10% acima da média brasileira.
Irrigação e eficiência operacional
Outro foco permanente da companhia é a maximização da eficiência operacional. O investimento em irrigação na Bahia visa permitir duas safras na mesma área e consolidar um teto de produtividade muito mais elevado, apesar dos veranicos característicos da região. A operação contempla a criação de sociedades de propósito específico (SPEs), com participação de 50,01% da SLC Agrícola e 49,99% dos FIPs.
A expectativa da companhia é contar com 13 mil hectares irrigados na Fazenda Piratini já em agosto deste ano. Entre 2028 e 2030, a SLC também projeta implementar o mesmo modelo na Fazenda Paladino. Esses investimentos reforçam a estratégia de crescimento sustentável da empresa.
Para Pavinato, o futuro do agronegócio está na adoção de tecnologias que aumentem a eficiência e reduzam custos. A SLC Agrícola já demonstra que a revolução do manejo é realidade e que quem não investir perderá competitividade.
Fonte
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