Uma única garrafa do lendário vinho francês Romanée-Conti 1945, da região da Borgonha (França), entrou para a história como a mais cara já vendida ao ser arrematada por US$ 812 mil (aproximadamente R$ 4 milhões). O valor superou com folga o recorde anterior de 2018, quando outro exemplar da mesma safra foi vendido por US$ 558 mil na Sotheby’s. De acordo com especialistas, o preço é sustentado pelo tripé raridade, herança genética e história.
Raridade extrema: apenas 600 garrafas
Existem apenas 600 garrafas produzidas na safra de 1945, oriundas de vinhas centenárias de pinot noir da sub-região de Côte de Nuits. Essa escassez é um dos pilares que justificam o valor recorde. Cada garrafa representa um fragmento único de um terroir que se tornou inacessível.
Contexto histórico da Segunda Guerra
O contexto histórico da Segunda Guerra Mundial desempenhou um papel crucial: a escassez de tratamentos químicos permitiu que a praga filoxera devastasse os vinhedos originais logo após a colheita. Como a produção seguinte só ocorreu em 1952, as garrafas de 1945 representam a “última expressão” de um terroir que o mundo nunca mais terá. Esse fator histórico agrega um valor simbólico imensurável ao vinho.
Mercado de leilões e falsificações
Além da escassez do líquido, o mercado de leilões de alta magnitude remunera a procedência garantida, visto que o Romanée-Conti 1945 é, simultaneamente, o vinho mais cobiçado e um dos mais falsificados globalmente. A garantia de autenticidade é, portanto, um diferencial que eleva ainda mais o preço em leilões de prestígio.
Fonte
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