A Oracle apresentou, durante o evento Oracle Data Deep Dive, sua estratégia de levar inteligência artificial até os dados – e não o contrário. A abordagem prevê incorporar recursos de IA diretamente ao banco de dados, permitindo que agentes inteligentes consultem informações, automatizem processos e executem tarefas com mais velocidade e segurança. O encontro, realizado em São Paulo, reuniu executivos, desenvolvedores e especialistas para discutir o futuro da IA nas empresas.
IA integrada aos dados
A estratégia da companhia é levar a inteligência artificial até os dados – e não o contrário. Isso significa incorporar recursos de IA diretamente ao banco de dados, permitindo que agentes inteligentes consultem informações, automatizem processos e executem tarefas com mais velocidade e segurança. Dessa forma, a Oracle busca simplificar a adoção da IA nas empresas, eliminando a necessidade de mover grandes volumes de dados para plataformas externas.
Agentes autônomos em destaque
O evento também abordou o avanço dos agentes de IA, sistemas capazes de planejar ações, tomar decisões e operar de forma autônoma. Para a Oracle, essa evolução deve alterar aplicações empresariais e a própria lógica de desenvolvimento de software. “Pode ser que eu apenas converse com o sistema, e o agente execute as ações de maneira automatizada”, afirmou Vieira. A tendência aponta para uma interação mais natural entre humanos e máquinas.
Vibe coding vs. agentic engineering
Os executivos também discutiram a diferença entre o chamado “vibe coding” – desenvolvimento guiado por velocidade, improviso e experimentação – e o “agentic engineering”, abordagem focada em estruturar aplicações preparadas para operar com agentes de IA no longo prazo. Enquanto o primeiro prioriza agilidade, o segundo busca robustez e escalabilidade, refletindo diferentes estágios de maturidade no uso de IA.
Modelos flexíveis de nuvem
A companhia também destacou modelos de operação em nuvem que permitem diferentes níveis de controle por parte dos clientes, desde ambientes gerenciados conjuntamente até bancos de dados totalmente autônomos. Essa flexibilidade visa atender desde empresas que desejam maior governança até aquelas que buscam automação completa, ampliando as possibilidades de adoção da IA.
Workshops e nova comunidade
Além dos keynotes, o Oracle Data Deep Dive contou com workshops práticos voltados para testes de funcionalidades do Oracle AI Database e discussões sobre aplicações corporativas de IA. O evento também marcou a apresentação do Oracle Innovators Club, iniciativa criada para conectar desenvolvedores, especialistas, comunidades tecnológicas e empresas em um ecossistema voltado para aprendizado prático, acesso à tecnologia e geração de oportunidades. Segundo a Oracle, a proposta é criar um ambiente contínuo de troca de conhecimento sobre IA, cloud e infraestrutura de dados, reunindo desde estudantes e profissionais em início de carreira até líderes técnicos, freelancers, empreendedores e especialistas mais experientes do mercado.