A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com a propagação do surto de Ébola e emitiu recomendações aplicáveis a nível global. As medidas de combate ao novo surto começaram a ser implementadas na República Democrática do Congo e em Uganda, onde mais de 300 pessoas adoeceram e o número de mortos ultrapassou 80.
Medidas iniciais e envio de material médico
Os primeiros envios de material médico, por parte do governo congolês e da OMS, já chegaram à região de Bunia. A ação visa conter a disseminação do vírus, que provoca febre, diarreia e hemorragias. As autoridades locais trabalham em conjunto com a OMS para fortalecer a resposta.
Recomendações da OMS para os países
A entidade solicitou a todos os Estados que não introduzam restrições de viagem ou comerciais. Tais medidas podem levar a passagens fronteiriças descontroladas e à propagação do vírus. As autoridades nacionais devem colaborar com companhias aéreas e outros setores de transportes e turismo para garantir que não excedam as recomendações da OMS relativas ao tráfego internacional.
Orientações para viajantes e público
Os Estados Partes devem fornecer aos viajantes que se deslocam para áreas afetadas e em risco pela doença causada pelo vírus Bundibugyo informações relevantes sobre os riscos, medidas para minimizá-los e orientações para gerenciar uma potencial exposição. O público em geral deve receber informações precisas e relevantes sobre o surto e as medidas para reduzir o risco de exposição.
Preparação para repatriamento e triagem
Os Estados Partes devem estar preparados para facilitar a retirada e o repatriamento de cidadãos expostos à doença. No entanto, a triagem à entrada em aeroportos ou outros pontos de entrada fora da região afetada não é considerada necessária para passageiros que retornam de áreas de risco. A OMS reforça que a colaboração internacional é essencial para evitar o agravamento da crise.
