Alíquota efetiva Simples: como lidar com o aumento de impostos
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Fechar mais contratos, conquistar novos clientes e aumentar o faturamento são indicativos de que a sua empresa vai bem. No entanto, o crescimento também pode trazer um efeito colateral: o aumento dos impostos. Para empresas enquadradas no Simples Nacional, o salto das alíquotas entre uma faixa e outra pode ser grande – mas existem alguns mecanismos desse regime tributário para que haja alguma limitação. Saber como calcular a alíquota efetiva e planejar o crescimento é essencial para não comprometer a saúde financeira do negócio.

Como funciona a alíquota no Simples

Um escritório de advocacia é enquadrado no Anexo IV. Se o faturamento do escritório for de até R$ 180 mil por ano, a alíquota nominal da primeira faixa é de 4,5%. Se a receita anual supera R$ 180 mil, o escritório passa para a segunda faixa, com alíquota nominal de 9%. A nova alíquota não é aplicada sobre todo o faturamento, apenas sobre o que excede o limite. Isso significa que, na prática, o contribuinte paga uma alíquota menor do que a nominal.

Fernanda Silveira é consultora de negócios especializada em gestão e planejamento tributário. Ela explica que a alíquota efetiva do Simples é calculada da seguinte forma: Alíquota efetiva = (Faturamento x Alíquota nominal) – Parcela a deduzir / Faturamento. Por exemplo, se o escritório de advocacia faturar R$ 360 mil no ano, sua alíquota efetiva do Simples será de 6,75%. Esse valor é inferior aos 9% da alíquota nominal, graças à parcela a deduzir.

Estratégias para planejar o crescimento

1. Revisão de preços

Saber que a alíquota vai subir não significa que você deve evitar o crescimento da sua empresa, mas que ele precisa ser planejado. A primeira estratégia é revisar a precificação antes de fechar novos contratos. O erro clássico é olhar só para o valor do contrato novo, e não para o quanto ele acrescenta ao faturamento geral. Ao precificar corretamente, é possível absorver o aumento da carga tributária sem comprometer a margem de lucro.

2. Uso do Fator R

A segunda estratégia é usar o “Fator R” a favor da empresa. Com a empresa crescendo, novos funcionários podem ser contratados, o que favorece essa dinâmica. Se o “Fator R” não atingir 28%, uma alternativa é aumentar o pró-labore dos sócios. O pró-labore é tributado pelo INSS e pelo Imposto de Renda na pessoa física, mas pode ajudar a reduzir a alíquota efetiva do Simples.

Quando considerar mudar de regime

A terceira estratégia é avaliar se o Simples continua sendo o melhor regime tributário para sua empresa. Por regra, se o teto de faturamento for ultrapassado em até 20%, a mudança compulsória de regime ocorre apenas no ano seguinte. Na última faixa de faturamento, entre R$ 3,6 milhões e R$ 4,8 milhões, o Anexo IV prevê uma alíquota nominal de 33%. Nesse cenário, pode ser vantajoso migrar para o Lucro Presumido ou outro regime.

O maior risco acontece quando o aumento da tributação é combinado com preços mal ajustados e aumento de custos operacionais de maneira desproporcional. Por isso, planejar o crescimento com antecedência, revisar preços e considerar o Fator R são medidas que ajudam a manter a empresa saudável financeiramente, mesmo com o faturamento em alta.

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