A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor 7,3% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior. Apesar da queda no lucro, a estatal anunciou o pagamento antecipado de R$ 9,03 bilhões em dividendos aos acionistas referentes ao exercício de 2026. O resultado reflete um cenário de produção recorde e impactos do conflito geopolítico entre Estados Unidos e Irã.
Lucro menor, mas produção recorde
O lucro de R$ 32,7 bilhões representa uma redução de 7,3% na comparação anual. Desconsiderando itens pontuais, o lucro recorrente ficou em R$ 23,8 bilhões, estável ante o primeiro trimestre de 2025. A receita líquida alcançou R$ 123,7 bilhões, alta marginal de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de petróleo e gás cresceu 3,7% em comparação ao quarto trimestre de 2025, impulsionada pela entrada em operação da plataforma P-79 no campo de Búzios em 1º de maio, antes do prazo, com capacidade de 180 mil barris diários.
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Dividendos de R$ 9 bilhões
O Conselho de Administração aprovou o pagamento antecipado de R$ 9,03 bilhões aos acionistas, equivalente a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial. O valor refere-se ao exercício de 2026 e foi anunciado junto com os resultados trimestrais. A estatal manteve a política de distribuição de proventos, mesmo com a queda no lucro e na geração de caixa.
Caixa e investimentos em queda
A geração de caixa das operações somou R$ 44 bilhões no trimestre, queda de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O caixa livre foi de R$ 20,1 bilhões, recuo de 22,9% na mesma comparação. A formação de estoques consumiu R$ 6,9 bilhões a mais no trimestre, pressionando o fluxo de caixa. Os investimentos totalizaram US$ 5,1 bilhões, 25,6% acima do mesmo período de 2025, indicando esforço da companhia em expandir sua capacidade produtiva.
Impacto do conflito EUA-Irã
O conflito entre Estados Unidos e Irã, deflagrado no fim de fevereiro, elevou o preço do barril de petróleo a picos próximos de US$ 120 em março. O preço médio do barril no trimestre foi de US$ 80,61, 26,6% acima do quarto trimestre de 2025. Contudo, nas vendas para a Ásia, o preço é calculado com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga no porto de destino. Ao fim de março, havia 81 mil barris por dia em carregamentos a caminho, cujas receitas ainda não tinham sido contabilizadas, o que pode ter atenuado o impacto positivo dos preços mais altos no resultado do trimestre.
Refino e dívida
O resultado do segmento de refino mais que dobrou em relação ao quarto trimestre, com a margem saltando de 8% para 17%. Os impostos e participações governamentais pagos pela Petrobras na área de exploração e produção somaram R$ 18,1 bilhões, alta de 34% em relação ao trimestre anterior. A dívida líquida encerrou março em US$ 62,1 bilhões, alta de 2,5% em relação ao fechamento de 2025. A companhia não detalhou as razões para o aumento do endividamento no período.
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