GPA obtém adesão de 57% dos credores
O GPA, grupo varejista dono das bandeiras Pão de Açúcar e Extra, obteve a adesão de 57% dos credores para seu plano de recuperação extrajudicial. O plano foi protocolado na 3ª Vara de Falências de São Paulo e prevê a conversão da dívida em debêntures com duas opções: uma emissão de R$ 2,5 bilhões e outra de R$ 2 bilhões com deságio de 70%. A segunda opção resulta em dívida final de aproximadamente R$ 600 milhões com vencimento em 2036. A companhia iniciou o processo com apoio de credores que respondem por 46% da dívida, entre eles Itaú, HSBC, Rabobank e BTG Pactual.
Redução da dívida pela metade
A redução da dívida não operacional é de mais de 50%, totalizando R$ 4,5 bilhões. Após a reestruturação, a dívida não operacional será reduzida para R$ 2,1 bilhões. O plano resultará num corte de pouco mais de 50% no tamanho da dívida não operacional, na casa dos R$ 4,5 bilhões. A reestruturação reduzirá o desembolso nos próximos três anos de R$ 5,2 bilhões para R$ 800 milhões. O prazo médio da dívida será alongado de 2,1 para 6,4 anos. O custo da dívida cai de CDI mais 1,8% para CDI mais 0,5%.
Negociações rápidas e próximos passos
Em menos de dois meses de negociações, o GPA conseguiu a adesão da maioria dos credores. O executivo Pedro Albuquerque, CFO e diretor de relações com investidores do GPA, destacou a agilidade do processo. A expectativa é levantar cerca de R$ 200 milhões com contribuição de capital. O GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial em março. O GPA tinha R$ 2,3 bilhões em dívidas vencendo ao longo de 2026, sendo R$ 1,7 bilhão entre maio e julho. O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 1,3 bilhão no fim de 2025, avançando 37,8%. A companhia enfrenta R$ 17 bilhões em contingências fiscais e trabalhistas. As ações do GPA fecharam o pregão de segunda-feira, 4 de maio, com alta de 2,17%, a R$ 2,50.
