Avanço na ciência do laser

Físicos conseguiram um avanço marcante na ciência do laser, demonstrando pela primeira vez um método prático para aumentar drasticamente a potência com que se pode emitir luz laser. A descoberta, publicada em 05/05/2026 pela Redação do Site Inovação Tecnológica, abre caminho para a criação da luz mais intensa já produzida em laboratório.

Isso viabiliza experimentos para estudar as leis fundamentais da física envolvendo a interação da luz com a matéria e a interação direta da luz com o vácuo quântico. O vácuo nunca é verdadeiramente vazio, mas repleto de partículas virtuais, que surgem e desaparecem o tempo todo.

Como funciona o espelho de plasma

Em um laser comum, um feixe de alimentação é disparado rumo a uma dupla de espelhos, um de frente para o outro. A luz fica refletindo continuamente, recebendo cada vez mais energia do feixe externo, até sair por um dos espelhos, que tem uma estrutura ligeiramente transparente.

A inovação alcançada agora consistiu em substituir o espelho por uma nuvem de partículas eletricamente carregadas, uma nuvem de plasma, que funciona como um espelho que se move muito rapidamente. Esse espelho de plasma permite multiplicar a potência do laser de forma significativa.

Geração de foco harmônico coerente

O laser é focalizado em um alvo, e o feixe púrpura refletido forma um CHF (foco harmônico coerente) de extrema intensidade que gera matéria a partir da luz. A matéria é “extraída” do vácuo quântico, um fenômeno antes restrito a experimentos complexos.

Esses superlasers tornarão muito mais fácil interagir com essas partículas virtuais, o que inclui capturá-las de sua virtualidade e transformá-las em partículas reais, permitindo ver a matéria surgindo do “nada”.

Observação direta dos resultados

Até agora, as experiências nesta área exigiam colidir feixes de partículas de alta energia com lasers potentes e, em seguida, traduzir cuidadosamente os resultados entre diferentes perspectivas. Este novo método evita essa complexidade.

Como tudo acontece dentro do próprio sistema laser, torna-se possível observar os resultados diretamente, sem a necessidade de conversões complexas quadro a quadro. O pesquisador Robin Timmis pretende agora testar suas descobertas em laboratórios com maiores capacidades de gerar seus espelhos de plasma.

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