Estudo revela limitações dos materiais 2D
Redação do Site Inovação Tecnológica – 04/05/2026. Um condutor bidimensional e uma camada dielétrica: o inevitável espaço entre eles altera significativamente as propriedades eletrônicas. Pesquisadores demonstraram agora que muitos materiais 2D, considerados altamente promissores, são, na verdade, inadequados para a miniaturização da microeletrônica.
Grafeno e molibdenita podem não ser a melhor aposta
O foco das pesquisas em materiais bidimensionais – ou monoatômicos, ou materiais de van der Waals – parece correto, mas os materiais apontados como mais promissores, como o grafeno e a molibdenita, podem não ser a melhor aposta para que a indústria dê um salto tecnológico. A constatação vem de um estudo publicado na revista Science, que analisou as limitações impostas pela lacuna de van der Waals.
Solução: ‘materiais zíper’ eliminam lacuna
O esquema de uma interface tipo zíper elimina a pequena, mas incômoda, lacuna entre dois materiais 2D. Os pesquisadores apontam como solução os chamados ‘materiais zíper’, que combinam ambos os aspectos: o semicondutor e o isolante se interligam – eles não estão apenas conectados por forças de van der Waals, mas formam uma ligação mais forte que elimina a lacuna.
Projeto conjunto é essencial para o sucesso
‘Se a indústria de semicondutores quiser ter sucesso com materiais 2D, a camada ativa e a camada isolante devem ser projetadas em conjunto desde o início’, concluiu Pourfath. A pesquisa, que tem como autores Mahdi Pourfath e Tibor Grasser, foi publicada na revista Science sob o título ‘Device-scaling constraints imposed by the van der Waals gap formed in two-dimensional materials’, com DOI: 10.1126/science.aeb2271.
Fonte
- www.inovacaotecnologica.com.br
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