Nobel e Schmidt pedem ação urgente contra tsunami da IA
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Mais de 200 pesquisadores e economistas, incluindo 15 laureados com o prêmio Nobel e o ex-CEO do Google Eric Schmidt, divulgaram uma declaração nesta segunda-feira, 13 de julho, pedindo a criação urgente de políticas para lidar com o impacto da inteligência artificial (IA) na economia. O documento, intitulado “Precisamos agir agora”, compara a IA à Revolução Industrial e alerta que a tecnologia pode se tornar muito mais poderosa em uma década, trazendo transformações radicais com maior velocidade do que qualquer outra inovação anterior.

Comparação com a Revolução Industrial

A declaração traça paralelos diretos com a Revolução Industrial, um período de profundas mudanças econômicas e sociais. Os signatários alertam que a IA pode trazer transformações radicais, mas em um ritmo muito mais acelerado. Enquanto a Revolução Industrial levou décadas para remodelar a economia, a IA pode exigir adaptações em um tempo muito menor, segundo os economistas. O documento destaca que a IA traz riscos como o deslocamento em massa de empregos, mas também oportunidades de melhoria nos padrões de vida. A fonte não detalhou, porém, recomendações específicas de políticas.

Signatários de peso

Entre os signatários estão 15 laureados com o prêmio Nobel, incluindo Daron Acemoglu e Simon Johnson, professores do MIT, que ganharam o prêmio de economia em 2024. A lista também inclui líderes de empresas de tecnologia, como Eric Schmidt, ex-CEO do Google; Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures; Jack Clark, cofundador da Anthropic; e Sarah Friar, CFO da OpenAI. A presença de nomes tão influentes reforça a urgência do alerta.

Economistas alertam para riscos iminentes

Os economistas destacam a necessidade de agir rapidamente, pois a IA pode exigir adaptações em um tempo muito menor do que outras inovações tecnológicas. Erik Brynjolfsson, um dos idealizadores da declaração ao lado de Korinek, Erik Brynjolfsson, Ajay Agrawal e Tom Cunningham, afirmou ao The New York Times que seu objetivo é fazer com que economistas e legisladores levem mais a sério o potencial disruptivo da IA. “Ainda vejo uma grande lacuna e estou preocupado que não estejamos preparados para o tsunami que está por vir”, disse Brynjolfsson. Segundo ele, um dos focos para os economistas deve ser o desenvolvimento de métricas melhores para mensurar a disseminação e o impacto da IA.

Sistemas de proteção social despreparados

A declaração alerta que os sistemas de seguro-desemprego e assistência social não estão preparados para o impacto da IA. Embora o documento não apresente recomendações específicas de políticas, ele serve como um chamado à ação para que governos e instituições comecem a se preparar. Korinek, professor do departamento de Economia da Universidade de Virginia e, desde março desse ano, membro da equipe de pesquisas econômicas da Anthropic, é um dos idealizadores da declaração. A iniciativa reflete a crescente preocupação de que a IA pode se tornar muito mais poderosa em uma década, exigindo respostas rápidas e coordenadas.

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