Tesouro Direto: Taxas IPCA+ oscilam com Focus e IBC-br
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Os rendimentos dos títulos públicos do Tesouro Direto apresentam comportamento misto nesta segunda-feira (15). Enquanto os prefixados registram recuos, os atrelados ao IPCA oscilam entre altas e baixas.

O cenário reflete ajustes do mercado após revisões nas projeções econômicas e um dado surpresa na atividade. Investidores reavaliam expectativas para inflação, juros e crescimento da economia brasileira.

Movimentação dos títulos prefixados

Os títulos prefixados, que oferecem taxa fixa até o vencimento, operam com rendimentos em queda:

  • 2028: 12,87% (era 12,94% na sexta)
  • 2032: 13,48% (era 13,52%)
  • 2035: 13,53% (era 13,56%)

A redução sinaliza possível revisão nas expectativas de juros de longo prazo. Pode estar associada a percepção de menor risco ou mudanças nas perspectivas para a taxa básica.

Comportamento dos títulos IPCA+

Os papéis atrelados à inflação mostram movimentos divididos por prazo:

Vencimentos curtos e longos

O título de 2029 registra queda, operando a 7,76%. Já os vencimentos de 2050 e 2060 se mantêm estáveis em 6,86% e 6,97%, respectivamente.

Vencimentos intermediários

Alguns papéis de prazo médio apresentam valorização:

  • 2035: 7,29% (era 7,26%)
  • 2040: 6,91% (era 6,87%)
  • 2045: 7,01% (era 6,99%)

A divisão sugere reavaliação das expectativas para inflação e prêmios de risco em diferentes horizontes.

Cenário internacional de juros

No mercado externo, os Treasuries americanos também apresentam recuos nos prazos longos:

  • 10 anos: 4,163%
  • 20 anos: 4,793%
  • 30 anos: 4,831%

A queda nos rendimentos globais pode influenciar fluxos de capital para mercados emergentes como o brasileiro.

Inflação sob controle

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de apenas 0,04% em dezembro. No mês anterior, o avanço foi de 0,18%.

No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador encerrou o ano com deflação de 0,76%. A desaceleração contribui para ambiente de inflação controlada.

Atividade econômica surpreende negativamente

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) caiu 0,20% em outubro. O mercado esperava alta de 0,10%, configurando surpresa negativa.

O IBC-Br é considerado prévia do PIB. Sua performance abaixo do esperado pode sinalizar desaceleração no crescimento.

Revisão das projeções do PIB

A prévia do PIB foi revisada para 2,40% no ano e para ganho de 2,50% no acumulado de 12 meses. Apesar da surpresa em outubro, a perspectiva anual permanece positiva.

Impacto do Boletim Focus

O relatório divulgou novas projeções para a economia brasileira nesta manhã. O Boletim Focus compila expectativas do mercado financeiro e serve como termômetro para investidores.

As revisões ajudam a explicar os movimentos nos rendimentos do Tesouro Direto. Com atividade mostrando sinais de desaceleração e inflação controlada, o mercado reavalia riscos e oportunidades.

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