Tecnologia põe profissão de juízes do SP Open em risco
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Avanço tecnológico no esporte

A tecnologia está substituindo o olhar humano em várias modalidades, incluindo no tênis. Diversas competições de elite já contam com a marcação de bola dentro ou fora feita por máquinas. Esse movimento reflete uma tendência global de automação em diferentes setores.

Além disso, a maioria dos torneios já tem a presença da tecnologia. Isso significa que, em muitos eventos, as decisões antes tomadas por pessoas agora são realizadas por sistemas automatizados. A mudança visa aumentar a precisão e reduzir controvérsias durante as partidas.

Por outro lado, a adaptação a essa nova realidade é necessária para quem quer seguir atuando como árbitro. Os profissionais precisam se qualificar para funções relacionadas à supervisão tecnológica, o que exige aprendizado contínuo. Essa transição, no entanto, não é simples e pode levar tempo.

SP Open mantém tradição

No SP Open, que está sendo disputado no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, os juízes de linha ainda dão o tom “old school” ao torneio. A marcação dos pontos é feita pelos olhares treinados dos árbitros da WTA. Essa abordagem preserva um elemento clássico do esporte, valorizado por muitos fãs.

Em muitas ocasiões houve reclamações das tenistas ou jogadas polêmicas. Não foram raros os momentos em que as atletas apontaram onde a bola teria realmente pingado, contrariando a arbitragem. A decisão somente “humana” foi confirmada, mantendo a autoridade dos juízes em campo.

Beatriz Haddad Maia é tenista brasileira, representando o país em competições internacionais. Sua participação e a de outras atletas destacam a importância de torneios como o SP Open para o desenvolvimento do tênis nacional. Eventos locais servem como vitrine para talentos emergentes.

Impacto nos empregos de arbitragem

Os árbitros de linha sempre tiveram sua importância nas competições de tênis ao redor do mundo. Nos últimos tempos eles começaram a ser substituídos por máquinas. Quem trabalha dando oportunidades e formando jovens no tênis teme pela extinção dos árbitros de linha.

Os erros humanos nos jogos ainda são perdoados, o que contrasta com a precisão esperada da tecnologia. Essa tolerância pode diminuir à medida que sistemas automatizados se tornam mais comuns. A mudança preocupa especialmente aqueles que dependem dessas posições para sustento.

Em contraste, nos torneios onde há a presença das máquinas, há espaço para supervisores do sistema automático de marcações. Esses novos cargos exigem conhecimentos técnicos e podem oferecer alternativas de emprego. No entanto, o número de vagas é limitado comparado às funções tradicionais.

Futuro da arbitragem no tênis

A marcação de bola dentro ou fora feita por um conjunto de câmeras que captam todos os ângulos e decidem em milésimos de segundo onde a bola caiu é calculada por máquinas. Essa tecnologia oferece velocidade e exatidão superiores às capacidades humanas. Seu uso crescente redefine como as partidas são conduzidas.

Em quadra, apenas o juiz de cadeira tem espaço cativo. O juiz de cadeira é o mais cobiçado do mundo da arbitragem no tênis, pois sua função envolve coordenação e tomada de decisões finais. Essa posição parece menos ameaçada pela automação, focando-se em aspectos estratégicos e de liderança.

A tecnologia exige adaptação a quem quer seguir atuando como árbitro. Profissionais devem buscar especialização em áreas como operação de sistemas ou gestão de eventos para permanecer relevantes. O esporte, assim, evolui, misturando innovation com tradição de maneira equilibrada.

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