O Sesi Experience, evento realizado pelo SESI MT em parceria com o Sebrae MT, reuniu cinco equipes multidisciplinares em uma maratona de inovação com foco na saúde mental no ambiente de trabalho. A iniciativa, que ocorreu em formato de hackathon, buscou transformar desafios reais da indústria em soluções práticas, utilizando a metodologia HackStars. A proposta central foi desenvolver protótipos com potencial de aplicação imediata, e não apenas ideias abstratas.
Saúde mental como prioridade na indústria
O tema foi tratado dentro do campo da Saúde e Segurança do Trabalho (SST), área em que o SESI atua junto às indústrias do estado há mais de 50 anos. A escolha do tema reflete uma preocupação crescente com o bem-estar psicológico dos trabalhadores, um fator que impacta diretamente a produtividade e a segurança nas operações. A proposta era chegar a protótipos com potencial de aplicação prática no setor industrial, e não apenas a ideias.
Dessa forma, as equipes foram desafiadas a pensar em soluções tangíveis, que pudessem ser testadas e refinadas após o evento.
Metodologia HackStars: estrutura para inovar
A escolha do método foi deliberada, segundo Weslley Teixeira, gerente de Desenvolvimento de Negócio do SESI MT. Ele conta que a instituição idealizou o evento antes de definir o formato e avaliou que, sem estrutura, o resultado ficaria aquém do esperado. A metodologia HackStars, idealizada por Henrique Rolim, forneceu essa estrutura, guiando os participantes por uma jornada de colaboração, desenvolvimento e validação de soluções. Nos checkpoints, as equipes apresentaram a evolução dos projetos aos avaliadores, receberam retorno e ajustaram o rumo antes da etapa seguinte.
Esse processo iterativo permitiu que as ideias fossem lapidadas em tempo real, aumentando as chances de sucesso.
Respondendo a problemas reais das agroindústrias
Para Weslley, o formato responde a uma limitação das próprias empresas. “Hoje, o cenário brasileiro já tem uma margem muito apertada em qualquer segmento. Então, para uma empresa dedicar esforço e tempo para encontrar soluções para os problemas do dia a dia, muitas vezes é muito complexo”, avalia. Ele relata que o SESI fez, com o IEL e o Observatório, um mapeamento de problemas enfrentados pelas agroindústrias do estado, e que o hackathon é uma das formas de dar resposta a essa lista em pouco tempo.
“Em 48 horas, minimamente, eu já tenho um MVP, já tenho uma solução. É claro que ela vai precisar ser refinada e aprimorada, mas já dá uma luz”, explica. Essa agilidade é crucial em um setor onde as margens são estreitas e a necessidade de inovação é constante.
Hub Sesi Experience: ecossistema de inovação em construção
O evento está ligado ao Hub SESI Experience, iniciativa de inovação que a instituição ainda estrutura. Durante as avaliações, segundo o gerente, os projetos em desenvolvimento foram acompanhados por representantes da Agrirub, da SEPLAG, do IEL e da TRAEL. A presença dessas entidades demonstra o interesse do ecossistema local em apoiar soluções inovadoras. O Hub, ainda em fase de estruturação, promete ser um espaço permanente para conectar desafios industriais a talentos criativos, ampliando o impacto de iniciativas como o Sesi Experience.
Continuidade além do evento
Henrique Rolim, idealizador da metodologia HackStars, destaca o que se espera depois do evento. “Conseguimos transformar desafios reais em uma jornada estruturada de colaboração, desenvolvimento e validação de soluções com potencial de continuidade após o evento”, afirma. A expectativa é que os protótipos desenvolvidos durante a maratona sejam refinados e, eventualmente, implementados nas indústrias participantes. Essa continuidade é essencial para garantir que o investimento de tempo e recursos gere resultados concretos, indo além de uma simples competição.
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