Inicialmente, a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI) participou do Integra 2026 – Meeting Nacional de Integração entre Fontes Pagadoras e Prestadores, que ocorreu nos dias 29 e 30 de julho, em Salvador. Na ocasião, a entidade integrou a mesa de debates “Como o recém-criado Instituto Consenso pode contribuir para a convergência e o diálogo mais produtivo na Saúde Suplementar Brasileira”. No encontro, a ABRAIDI levou a visão das empresas responsáveis pelo fornecimento de dispositivos médicos e produtos para saúde.
De fato, o Integra 2026 – Meeting Nacional de Integração entre Fontes Pagadoras e Prestadores, realizado em Salvador, foi palco de discussões sobre o futuro da saúde suplementar. Pelo nome, o evento se propõe a integrar os diferentes agentes do setor. Além dos painéis, a programação proporcionou um espaço para que os participantes apresentassem suas demandas. Dessa forma, a ABRAIDI, como representante dos fornecedores de dispositivos médicos, aproveitou o ambiente para expor os desafios enfrentados pela categoria.
A ABRAIDI, portanto, é a voz das empresas que importam e distribuem produtos para saúde no Brasil. Além disso, a associação representa um elo essencial da cadeia, responsável por levar tecnologia aos pacientes. No Integra 2026, ademais, a entidade buscou mostrar que esses fornecedores precisam ser ouvidos. Sem eles, consequentemente, qualquer discussão sobre sustentabilidade fica incompleta.
Nesse sentido, a associação defende que a participação em encontros como o Integra é fundamental para construir pontes. A entidade, por sua vez, integrou a mesa de debates sobre o Instituto Consenso, demonstrando interesse em contribuir com o diálogo. De fato, a visão dos fornecedores, segundo a ABRAIDI, é essencial para a formulação de políticas mais justas. Sem a inclusão desse elo, consequentemente, qualquer solução tende a ser incompleta.
Instituto Consenso: convergência em pauta
Nessa perspectiva, o painel que discutiu o Instituto Consenso chamou atenção pela relevância do tema. Com efeito, a recém-criada instituição nasce com a proposta de fomentar a convergência e o diálogo mais produtivo na Saúde Suplementar Brasileira. Assim sendo, a ABRAIDI enxerga nessa iniciativa uma chance de reduzir os atritos que marcam as relações comerciais. A associação acredita, portanto, que, com mediação, é possível evitar disputas desgastantes.
A entidade também reforçou que o Instituto Consenso pode atuar em questões práticas, como autorizações e cobranças. Nesse sentido, um exemplo citado pela ABRAIDI é o de cirurgias previamente autorizadas e efetivamente realizadas, nas quais hospitais ou operadoras impedem que o fornecedor emita a nota fiscal e o boleto para cobrança. Ademais, essa prática, segundo a associação, é uma das causas de glosas e inadimplência. Dessa forma, a expectativa é que o instituto ajude a normatizar esses procedimentos.
Prejuízos acumulados no setor
Nesse contexto, os dados apresentados pela ABRAIDI no Integra 2026 são expressivos. Além disso, somam-se R$ 167,17 milhões em glosas consideradas injustificadas, quando cobranças são contestadas ou pagamentos adiados, apesar de toda a documentação e autorização prévia estarem devidamente regularizadas. Consequentemente, esse montante evidencia a ineficiência dos processos de autorização e cobrança.
Nesse contexto, o prazo médio para que essas autorizações sejam concedidas chegou a 170 dias. Além disso, essa demora não apenas compromete o fluxo de caixa das empresas, mas também gera insegurança jurídica. Sobretudo, a ABRAIDI destaca que, sem previsibilidade, fica difícil planejar investimentos. Portanto, o resultado é um ambiente de negócios hostil para o setor de produtos para saúde.
Além disso, completa o cenário um volume de R$ 3,543 bilhões em inadimplência. Assim, a soma de glosas e inadimplência ultrapassa a casa dos bilhões, afetando diretamente a sustentabilidade das empresas. Ademais, a associação ressalta que esses números poderiam ser minimizados com uma comunicação mais eficaz entre as partes. Em resumo, o diálogo, novamente, aparece como ferramenta central.
Diálogo como solução estrutural
Nesse contexto, Ronaldo Sampaio é presidente da Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI). Com efeito, a entidade tem como lema que o diálogo é o caminho para uma saúde suplementar mais sustentável. No Integra 2026, por exemplo, essa posição foi externada em diversas ocasiões. De fato, a liderança da associação acredita que somente a conversa franca pode destravar o setor.
Nesse sentido, a participação no painel sobre o Instituto Consenso é um exemplo desse compromisso. A ABRAIDI, por sua vez, se colocou à disposição para colaborar com a nova instância. Embora a fonte não tenha detalhado propostas específicas, a diretriz é clara: a convergência é possível. Assim sendo, a expectativa é que os encaminhamentos do encontro resultem em ações concretas.
Em suma, o Integra 2026, realizado em Salvador, terminou com a sensação de que o diálogo é o único caminho viável. A saúde suplementar brasileira enfrenta desafios históricos; todavia, a disposição para conversar é um avanço. Dessa forma, a ABRAIDI sai do evento com a missão de manter abertos os canais de comunicação. Assim, resta agora às partes transformar as intenções em prática.
Por fim, este conteúdo foi publicado primeiramente no Saúde Business.
