O Santander selecionou um grupo de ações que fogem do consenso do mercado. O objetivo é identificar casos em que o potencial das companhias pode estar subestimado ou superestimado.
A análise, conduzida pelos analistas do banco, revisita teses de investimento. Isso ocorre em um momento em que avaliam que a rotação de carteiras de ações de crescimento para ações de valor pode favorecer o Brasil.
As empresas foram organizadas em quatro grandes grupos. Eles incluem desde oportunidades pouco exploradas até situações de complacência por parte do mercado.
As quatro categorias de análise do Santander
As teses foram organizadas em quatro grandes grupos:
- Compostos sub-representados: empresas com fundamentos sólidos, mas pouco presentes nas carteiras dos investidores.
- Históricos de geração de caixa mal precificados: casos em que a capacidade de geração de caixa e a disciplina de alocação de capital ficam em segundo plano diante de movimentos táticos de curto prazo.
- Empresas pouco acompanhadas: companhias menores ou menos líquidas que ainda carregam o estigma de problemas de execução no passado, apesar de melhora recente dos fundamentos.
- Complacência: situações em que o mercado pode não estar precificando adequadamente os riscos ou oportunidades.
Oportunidades em compostos sub-representados
Orizon: consolidação no setor de resíduos
Dentro da categoria de compostos sub-representados, o Santander destaca a Orizon. O banco acredita que a aquisição da Vital posicionou a empresa como uma das principais consolidadoras do mercado privado de tratamento de resíduos.
Além disso, os analistas apontam o possível crescimento da companhia em frentes como biometano, biogás e créditos de carbono.
Totvs: crescimento e eficiência
Outro nome nesta seção é a Totvs. Para ela, o Santander observa crescimento de resultados, geração de caixa e eficiência de reinvestimento.
A aprovação da aquisição da Linx, segundo o banco, pode gerar revisões positivas no médio e longo prazo para a empresa de tecnologia.
Casos de geração de caixa mal precificada
Na categoria de histórias de fluxo de caixa mal precificadas, o Santander enfoca empresas cuja capacidade financeira sólida é ofuscada por movimentos de curto prazo.
A fonte não detalha exemplos específicos além das categorias gerais. A análise sugere que há oportunidades onde a disciplina de capital não recebe a devida atenção.
Essa abordagem permite identificar valor em companhias que podem estar sendo negligenciadas pelo mercado em função de fatores temporários.
Empresas pouco acompanhadas pelo mercado
Brava: nova gestão e geração de caixa
O grupo de empresas pouco acompanhadas inclui a Brava. Para ela, o Santander avalia que a troca recente de CEO deve melhorar a relação com os acionistas.
Os analistas esperam um crescimento da companhia em 2026. Isso seria sustentado por forte geração de caixa operacional, que pode abrir espaço para recompra de ações.
Cogna: reestruturação e foco na educação infantil
Outra aposta nesta categoria é a Cogna. Ela é vista pelos analistas como uma oportunidade após uma reestruturação profunda e consolidada em 2026.
De acordo com o Santander, o ensino básico, especialmente nos anos iniciais da educação infantil, deve ser o destaque que favorece a empresa nos próximos trimestres.
Análise detalhada de outras oportunidades
IRB: governança e retomada de dividendos
O IRB também aparece na análise. O Santander destaca que a governança da empresa melhorou e a política de riscos é mais conservadora.
A eliminação de prejuízos fiscais do IRB em 2025, segundo o banco, abre espaço para retomada de dividendos em 2026.
Randon: small cap com fundamentos sólidos
Já a Randon é reconhecida como uma small cap com baixa liquidez. O Santander ainda destaca seus fundamentos sólidos.
Para os analistas, o mercado subestima a companhia ao desconsiderar a subsidiária Fras-le. Eles esperam forte geração de caixa com cortes de custos e menor capex.
Ser Educacional: reestruturação positiva
Por fim, a Ser Educacional, apesar da baixa liquidez, é reconhecida pelo banco por uma boa reestruturação.
Contexto e implicações da análise
A revisão das teses pelo Santander ocorre em um cenário específico. Os analistas avaliam que a rotação de carteiras de ações de crescimento para ações de valor pode beneficiar o Brasil.
Essa movimentação pode criar oportunidades para investidores identificarem empresas fora do radar consensual. A categorização em quatro grupos ajuda a estruturar a busca por valor em diferentes perfis de risco e potencial.
Ao final, a análise serve como um guia para quem busca diversificar ou ajustar posições diante de mudanças no mercado.
