Putin e Trump rejeitam cessar-fogo temporário, diz Kremlin
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Líderes rejeitam proposta de cessar-fogo temporário

Os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Donald Trump (EUA) não apoiam a pressão por um cessar-fogo temporário antes de um acordo final. A posição foi revelada pelo Kremlin após uma conversa telefônica de 1 hora e 15 minutos entre os líderes.

Segundo o Kremlin, ambos compartilham a visão de que um cessar-fogo temporário apenas prolongaria o conflito. A opção, proposta por ucranianos e europeus, estaria “repleta de novas hostilidades”.

Contexto da conversa telefônica

A ligação ocorreu a pedido de Trump antes de sua reunião com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy em Miami. O contato direto entre as duas maiores potências militares envolvidas no conflito indica a importância estratégica das discussões.

Condições russas para o fim das hostilidades

Para que as hostilidades terminem, Kiev precisa tomar uma “decisão ousada”, segundo o porta-voz do Kremlin, Yuri Ushakov. Essa decisão deve estar alinhada com as discussões entre Rússia e Estados Unidos sobre a região de Donbas.

A Rússia controla atualmente:

  • 90% do Donbas
  • Cerca de um quinto do território ucraniano

A exigência é que a Ucrânia retire suas forças dos 10% do Donbas que ainda controla. Dada a situação atual nas frentes, faria sentido para o regime ucraniano tomar essa decisão, segundo a avaliação russa.

O que significa a “decisão ousada”

A exigência representa o cerne da posição russa nas negociações. Moscou acredita que Kiev precisa tomar uma decisão sobre Donbas que esteja alinhada com as discussões bilaterais Rússia-EUA.

Essa abordagem sugere que Moscou vê Washington como interlocutor principal, em detrimento de negociações diretas com Kiev ou mediadores europeus. A situação atual nas frentes de batalha torna essa decisão particularmente urgente, segundo a avaliação apresentada.

Implicações da rejeição ao cessar-fogo

A rejeição conjunta de Putin e Trump à ideia de cessar-fogo temporário tem implicações significativas:

  • Ambos os líderes compartilham a visão de que a medida apenas prolongaria as hostilidades
  • A posição contrasta com propostas de europeus e ucranianos
  • A convergência entre as duas potências representa um desenvolvimento notável

A opção de cessar-fogo temporário está “repleta de novas hostilidades”, segundo o Kremlin. Essa perspectiva sugere que tanto Moscou quanto Washington temem que qualquer trégua possa ser usada para reforçar posições militares.

Panorama militar na região

O controle russo sobre a maior parte do Donbas e cerca de um quinto da Ucrânia cria realidades no terreno que influenciam diretamente as negociações. A exigência de retiro das forças ucranianas dos 10% do Donbas que ainda controlam representa uma tentativa de consolidar ganhos territoriais russos.

Dada a situação atual nas frentes, faria sentido para o regime ucraniano tomar essa decisão em relação ao Donbas, segundo a avaliação apresentada. O controle sobre um quinto do território ucraniano dá à Rússia vantagem significativa nas negociações.

Contexto das conversas bilaterais

A conversa telefônica entre Putin e Trump ocorreu em momento estratégico importante. Trump solicitou o contato antes de se encontrar com Zelenskiy, indicando que queria coordenar posições com Moscou antes das discussões com Kiev.

As discussões entre Rússia e Estados Unidos sobre Donbas formam o pano de fundo para as exigências apresentadas a Kiev. Essa dinâmica reduz o espaço de manobra das autoridades ucranianas nas negociações.

Próximos passos nas negociações

A rejeição ao cessar-fogo temporário estabelece parâmetros claros para discussões futuras. Com ambas as potências concordando que a medida não é viável, a pressão sobre Kiev para tomar decisão sobre Donbas aumenta consideravelmente.

Moscou continua afirmando que Kiev precisa tomar uma decisão sobre Donbas como condição para o fim das hostilidades. Essa posição, combinada com a rejeição ao cessar-fogo temporário, indica que as negociações entraram em fase decisiva.

Os desenvolvimentos nas próximas semanas mostrarão se as autoridades ucranianas estão dispostas a aceitar as condições apresentadas.

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