Putin afirma que Rússia rejeita sanções dos EUA a Cuba
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O presidente russo, Vladimir Putin, reafirmou na quarta-feira o apoio da Rússia a Cuba, país alvo de novas sanções dos Estados Unidos. Durante um encontro em Moscou, o líder russo deixou claro que a Rússia “não aceitará nada disso” em relação às medidas contra a nação caribenha.

Posição firme de Moscou contra sanções

Durante o encontro, Putin foi direto: “Sabe o que pensamos sobre este assunto. Não aceitamos nada do gênero”. O presidente russo acrescentou que a Rússia “sempre estivemos ao lado de Cuba na sua luta pela independência, pelo direito de traçar o seu próprio caminho de desenvolvimento, e sempre apoiámos o povo cubano”.

Esta não é a primeira manifestação do tipo. Altos funcionários russos já haviam falado anteriormente em apoio à nação insular.

A declaração de Putin surge em momento delicado para Cuba. A ilha enfrenta apagões e grave escassez de combustível, situação agravada pelo embargo petrolífero dos EUA.

Contexto da crise energética cubana

A crise energética impacta diretamente a população e a economia local, criando cenário de dificuldades crescentes. Este contexto ajuda a entender a urgência nas palavras do líder russo.

Apelo russo aos Estados Unidos

Antes da declaração de Putin, outros representantes do governo russo já haviam se manifestado sobre o tema. O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, instou Washington a abster-se de bloquear Cuba.

Lavrov disse: “Juntamente com a maioria dos membros da comunidade global, estamos a apelar aos EUA para que mostrem bom senso, adotem uma abordagem responsável e se abstenham dos seus planos de bloqueio marítimo”.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reforçou essa linha ao afirmar que “a Rússia, tal como muitos outros países, tem-se pronunciado sistematicamente contra o bloqueio da ilha”.

Relações bilaterais Rússia-Cuba

Peskov destacou a importância das relações bilaterais: “Temos as nossas relações com Cuba e valorizamos muito essas relações”. Ele completou: “E tencionamos desenvolvê-las ainda mais – claro, durante os tempos difíceis, prestando assistência adequada aos nossos amigos”.

Essas manifestações mostram postura coordenada do governo russo em defesa de Havana. A estratégia parece buscar isolar diplomaticamente as medidas norte-americanas.

Crise energética em Cuba: causas e impactos

As sanções e ameaças dos Estados Unidos têm impacto concreto na capacidade cubana de importar petróleo. Cuba tem dificuldades em importar petróleo para suas centrais elétricas e refinarias.

Esta situação ocorre depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado com tarifas qualquer nação que vendesse petróleo a Cuba. A medida afetou significativamente os fornecedores tradicionais da ilha.

Fornecedores tradicionais afetados

  • Venezuela, sob comando do agora destituído Maduro, era principal fornecedor da maior parte das necessidades de petróleo de Cuba
  • México, outro aliado, também cortou o envio de petróleo para Cuba após a ameaça de tarifas de Trump

Essas interrupções criaram gargalo no abastecimento, contribuindo para a escassez atual.

Declaração do chanceler cubano

Numa conferência de imprensa após encontro com Lavrov, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, observou que as coisas estão a piorar consideravelmente no seu país.

Rodriguez explicou: “Hoje em dia, o povo cubano está a sofrer muito com as graves dificuldades, mas tem plena consciência das causas e razões subjacentes a estas privações econômicas e mantém-se unido”.

Consequências práticas e impacto no turismo

A escassez de combustível em Cuba já obrigou empresas turísticas russas a suspender a venda de pacotes turísticos para a ilha. Esta medida reflete desafios logísticos impostos pela falta de recursos energéticos.

Além disso, o governo cubano afirmou que não fornecerá combustível aos aviões que aterrarem na ilha. Decisão deve impactar ainda mais o fluxo de visitantes.

Setores econômicos afetados

Essas restrições mostram como a crise energética se espalha por diferentes áreas:

  • Abastecimento doméstico
  • Atividades econômicas essenciais
  • Turismo (importante fonte de receita para Cuba)

O turismo é particularmente sensível a essas limitações, o que pode agravar a situação financeira do país no médio prazo.

Relações Rússia-EUA e apoio a Cuba

Questionado sobre se o envio de combustível para Cuba poderia afetar laços com Washington, Peskov respondeu que “não pensamos que estas questões estejam ligadas”.

A declaração sugere que Moscou não vê contradição entre apoiar Cuba e manter diálogo com os Estados Unidos. Trata os assuntos como esferas separadas da política externa.

Próximos passos e perspectivas

As declarações de Putin e outros representantes russos deixam claro que Moscou manterá sua postura de apoio a Havana. A reafirmação do compromisso histórico com Cuba parece ser mensagem tanto para Washington quanto para outros atores globais.

Enquanto isso, a população cubana continua a enfrentar desafios diários impostos pela escassez de combustível e pelos apagões. A unidade mencionada pelo chanceler Rodríguez será testada à medida que as dificuldades persistirem.

Elementos-chave para observação

  • Papel da Rússia no cenário atual
  • Resiliência interna cubana
  • Apoio externo necessário

A situação ilustra como tensões geopolíticas podem ter efeitos diretos na vida das pessoas. O desfecho desse impasse dependerá de múltiplos fatores.

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