Queda expressiva na produção mensal
A Prio (PRIO3) registrou produção de 71.269 barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em setembro. Isso representa uma queda de 22% em relação a agosto, indicando uma desaceleração significativa.
No terceiro trimestre, a média de produção ficou em 88.168 boe/dia. Os números refletem desafios operacionais enfrentados pela companhia durante o período.
Desempenho das vendas
As vendas de petróleo totalizaram 2.727.906 barris em setembro, com redução de 10,5% na comparação mensal. No acumulado do terceiro trimestre, as vendas somaram 8.841.424 barris.
Isso representa alta de 8,2% frente ao trimestre anterior. A divergência entre produção e vendas trimestrais sugere dinâmicas distintas nos negócios.
Problemas no Campo de Tubarão Martelo
O Campo de Tubarão Martelo, que inclui os ativos Cluster Polvo e TBMT, produziu 14.325 boe/dia em setembro. Esse volume representa recuo de 8,7% em relação a agosto.
A parada no poço TBMT-6H devido a problemas na bomba foi um dos fatores citados para a redução. O reparo foi concluído em 15 de setembro, e o poço voltou a operar.
Quedas em outros campos importantes
Campo de Albacora Leste
No Campo de Albacora Leste, a produção caiu 13,9%, chegando a 23.654 boe/dia em setembro. Essa baixa reforça o cenário de desafios em múltiplos ativos da empresa.
Campo de Frade
O Campo de Frade registrou 33.290 boe/dia, com leve recuo de 0,8% na produção. Embora menor, a redução em Frade ainda contribuiu para o resultado geral negativo.
Campo de Peregrino
O Campo de Peregrino teve sua produção interrompida temporariamente. A fonte não detalhou a duração dessa interrupção.
O FPSO do local passou por auditoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o que pode ter influenciado as operações.
Impacto financeiro e resultados
No segundo trimestre, a Prio registrou lucro líquido de US$ 122,5 milhões. Esse valor foi 54% menor em comparação com o mesmo período do ano passado.
A combinação de produção em baixa e lucros reduzidos aponta para um momento desafiador para a empresa.
Perspectivas e ajustes operacionais
A retomada do poço TBMT-6H após reparos em setembro pode trazer alívio para a produção nos próximos meses. A conclusão da auditoria no FPSO de Peregrino pode normalizar as operações.
Esses ajustes são cruciais para recuperar a capacidade produtiva. A queda generalizada em setembro mostra que múltiplos fatores influenciaram o desempenho.
